Circula nas redes sociais um post em que se alega que "vários esquerdistas" foram demitidos do Twitter, a rede social comprada em abril pelo milionário norte-americano (de origem sul-africana) por mais de 40 mil milhões de euros. Mas essa informação é totalmente falsa. Em resposta à  "Agência Lupa", a assessoria de imprensa do Twitter confirmou que tal não aconteceu.

De resto, estas pessoas não poderiam sequer ter sido despedidas por Musk. De acordo com a referida plataforma brasileira de verificação de factos, o empresário ainda não assumiu nenhum cargo na plataforma e a compra da rede social ainda não foi sequer foi concluída: "logo, ele ainda não tem nenhum poder para tomar quaisquer decisões relacionadas com a empresa."

Foi no início de abril que Elon Musk adquiriu 9,2% de participação no Twitter, uma compra sobre a qual o dono da Tesla já tinha até brincado na própria rede social. Ainda assim, Musk rejeitou fazer parte do Conselho de Administração. Depois de o Conselho de Administração do Twitter ter aceite a proposta de compra por 44 mil milhões de dólares (mais de 40 mil milhões de euros) do milionário norte-americano, resta agora ver a transação aprovada pelos acionistas e órgãos regulatórios da rede social. À Agência Lupa, a assessoria avançou que este processo pode ainda demorar algum tempo.

"A liberdade de expressão é o fundamento de uma democracia funcional e o Twitter é a praça da cidade digital onde os assuntos vitais para o futuro da humanidade são debatidos", afirmou Elon Musk, numa declaração conjunta com o Twitter. O milionário disse ainda que pretende tornar o Twitter "melhor do que nunca", ao "reforçar o produto com novos formatos, transformar os algoritmos em fontes abertas para aumentar a confiança, derrotar os bots e autenticar as interações feitas por pessoas".

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