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O que está em causa?Acaba de ser noticiado que o major-general da Guarda Revolucionária do Irão, Qassem Soleimani, foi morto no decurso de um bombardeamento no Aeroporto Internacional de Bagdad, Iraque, executado por forças militares dos EUA. Nas redes sociais, quase instantaneamente, espalhou-se um suposto "tweet" do presidente dos EUA, Donald Trump, no qual terá ameaçado o Irão por causa dos recentes incidentes na embaixada dos EUA em Bagdad. Confirma-se?
O tweet em causa é verdadeiro, tendo sido publicado a 31 de dezembro de 2019 na conta oficial de Donald Trump na plataforma Twitter.
Aliás, trata-se de uma mensagem dividida em dois tweets que passamos a traduzir: "A embaixada dos EUA em Bagdad está, desde há horas, a salvo! Muitos dos nossos grandes combatentes, juntamente com o equipamento militar mais letal do mundo, foram imediatamente levados para o local. Obrigado ao presidente e primeiro-ministro do Iraque pela sua rápida resposta a pedido… O Irão será considerado totalmente responsável pelas vidas perdidas, ou danos causados, em qualquer uma das nossas instalações. Eles vão pagar um preço muito grande! Isto não é um aviso, é uma ameaça. Feliz ano novo!"
Na terça-feira, dia 31 de dezembro de 2019, milhares de manifestantes atacaram a embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Bagdad, queimando bandeiras, derrubando câmaras de vigilância e gritando "morte à América", na sequência de ataques dos EUA a um grupo armado iraquiano pró-iraniano que causou vários mortos.
As forças militares norte-americanas dispararam gás lacrimogéneo e granadas de choque para dispersar os milhares de combatentes e apoiantes paramilitares iraquianos pró-iranianos que entraram no complexo da embaixada dos EUA em Bagdad, no Iraque.
O ataque ocorreu após participantes da procissão fúnebre de 25 combatentes mortos nos ataques aéreos de domingo passado no Iraque terem conseguido passar por todos os postos de controlo da denominada "Zona Verde" de Bagdad, onde a embaixada está localizada. Depois de invadirem o complexo da embaixada, partindo a porta principal e ateando fogo a uma área de receção, os manifestantes queimaram bandeiras, derrubaram câmaras de vigilância e gritaram "morte à América".
As forças de segurança iraquianas intervieram junto às portas da embaixada e os manifestantes tornaram-se violentos, segundo a agência de notícias AFP, indicando que as forças americanas dispararam gás lacrimogéneo e granadas de choque para dispersar os milhares de combatentes e apoiantes paramilitares iraquianos pró-iranianos que entraram no complexo da embaixada.
Os manifestantes eram homens com uniforme de combatentes do Hachd al-Chaabi, uma aliança de paramilitares dominados por fações xiitas pró-iranianas às quais pertencem as brigadas do Hezbollah, a fação alvo dos ataques, mas também mulheres agitando bandeiras do Iraque e do Hachd al-Chaabi.
Entretanto, poucos minutos após ter sido noticiada a morte de Qassem Soleimani no Aeroporto Internacional de Bagdad, Trump publicou um tweet com a bandeira dos EUA, sem qualquer mensagem associada.
De acordo com o jornal "The New York Times", o bombardeamento aéreo (recorrendo a drones) foi ordenado pelo presidente Trump.
Além de Soleimani, comandante da força al-Quds, unidade militar de elite da Guarda Revolucionária do Irão, o ataque desta madrugada também resultou na morte de Abu Mahdi al-Muhandis, comandante de uma milícia pró-iraniana no Iraque.
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