A 27 de julho de 2026, a autarquia de Nova Iorque anunciou planos para criar cinco mercearias municipais, onde produtos frescos, carne, leite e outros bens têm de ser vendidos cerca de 30% mais baratos do que nas lojas comuns. A primeira deve abrir no final de 2027.
Durante uma conferência de imprensa, Jeanny Pak, da New York City Economic Development Corporation, mencionou a possibilidade de criar algo semelhante a um cartão de biblioteca para os clientes. A ideia tinha como propósito controlar a quantidade de produtos com desconto que cada pessoa pode comprar e, assim, evitar que uma pessoa compre grandes quantidades e depois revenda a preços mais altos, lucrando com isso.
Essa frase foi depois amplificada por políticos republicanos como Randy Fine (e outras figuras públicas) como alegada prova de que vai ser necessário apresentar identificação para fazer compras nas lojas.
Um excerto de um vídeo de Jeanny Pak onde pronuncia “semelhante a um cartão de biblioteca” foi partilhado no X pela conta do X dos republicanos da Câmara dos Representantes, da deputada federal Nancy Mace, republicana pela Carolina do Sul e do podcaster Joe Rogan, no TikTok. Mas… será mesmo verdade?
Não, e o Presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani negou explicitamente essa informação.
“Quando falamos de uma mercearia gerida pela Câmara Municipal – uma em cada bairro, onde, aliás, não é necessário apresentar um documento de identificação para fazer compras, independentemente do que tenham acabado de ouvir”, afirmou Mamdani numa entrevista, citado pelo jornal “PolitiFact”. A ideia também já foi repetida através de um “tweet”.
Entretanto, também a autarquia já esclareceu que está a considerar um cartão de poupança voluntário, semelhante aos cartões de fidelização de supermercados. O pedido oficial de propostas para a gestão das lojas especifica que o cartão não vai ser necessário para entrar nas lojas e vai estar disponível, gratuitamente, para todas as pessoas.
O jornal “PolitiFact” também analisou esta alegação e concluiu que não há provas que permitam confirmar a afirmação de Randy Fine. Também o jornal “New York Post” desmentiu a ideia da obrigatoriedade de apresentação de documento de identificação nas mercearias.
Em suma, é falso que em Nova Iorque vai ser obrigatório mostrar um documento de identificação para fazer compras nas futuras mercearias municipais.
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Avaliação do Polígrafo:



