A eurodeputada Marta Temido fez hoje uma publicação nas redes sociais para assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, tendo considerado que existe ainda um “longo caminho a percorrer para que ser mulher, rapariga ou menina não seja uma desvantagem”.
“A violência física, a violência sexual, a violência online e todos os tipos de violência de género são inaceitáveis. Mas uma em cada três mulheres sofre violência de género ao longo da sua vida, diz-nos a ONU”, refere no post.
É verdade?
Sim. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca precisamente esse facto:“Quase uma em cada três mulheres – cerca de 840 milhões em todo o mundo – sofreram violência sexual ou por parte do parceiro durante a sua vida, um número que praticamente não mudou desde 2000.”
De acordo com a OMS, a redução da violência por parceiros íntimos “tem sido dolorosamente lenta, com um declínio anual de apenas 0,2% nas últimas duas décadas”. Só no último ano, 316 milhões de mulheres – 11% com 15 anos ou mais – foram vítimas de violência física ou sexual por parte de um parceiro íntimo.
O relatório indica também que 263 milhões de mulheres sofreram violência sexual por parte de alguém que não era o seu parceiro desde os 15 anos, um número que pode estar significativamente abaixo do real devido ao estigma e ao medo. Foi a primeira vez que foram incluídas no relatório estimativas nacionais e regionais de violência sexual por alguém que não seja um parceiro.
“Acabar com esta violência não é apenas uma questão de política; é uma questão de dignidade, igualdade e direitos humanos. Por trás de cada estatística está uma mulher ou rapariga cuja vida foi alterada para sempre. Empoderar mulheres e raparigas não é opcional, é um pré-requisito para a paz, o desenvolvimento e a saúde. Um mundo mais seguro para as mulheres é um mundo melhor para todos” afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
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