A luta do CDS contra as sondagens já vem de longe. De facto, uma das constantes dos atos eleitorais desde há muitos anos tem sido a subvalorização dos centristas em matéria de estudos de opinião.

A última vez que isso aconteceu foi nas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, em que Assunção Cristas obteve um resultado acima de todas as expectativas: 20,57% dos votos, à frente de Teresa Leal Coelho, a candidata apresentada pelo PSD.

Apesar de nos dias que antecederam a eleição – que viria a ser vencida por Fernando Medina – as sondagens já lhe atribuírem um bom resultado eleitoral, nunca nenhuma se aproximou do valor finalmente obtido.

Paulo Portas foi um dos dirigentes do partido que mais se bateu contra as sondagens, tendo mesmo chegado a, numa reunião da Comissão Política Nacional do CDS, lançar a possibilidade de o partido apresentar um projeto de lei destinado a proibir as sondagens durante as campanhas eleitorais. Portas ainda vivia o rescaldo das eleições na Madeira, em que uma vez mais o partido ficara muito acima do que as sondagens lhe atribuíam.

Antes disso, em 1999, todas as sondagens davam ao CDS resultados fraquíssimos nas Europeias. Uma, publicada pelo Diário Económico, atribuía-lhe 3,9%. Acabou por atingir os 8,2%, correspondentes a cerca de 300 mil votos.

No seu blogue “Margens de Erro, o cientista político Pedro Magalhães tentou explicar o fenómeno para o qual não encontra racionalidade científica. Ainda assim, o professor de ciência política afirma que “o meu palpite é que o eleitorado do CDS tende a ocultar o seu sentido de voto, mais do que o eleitorado dos restante partidos.” E dá um exemplo:”Nas eleições de 2002, o CDS foi subestimado pelas sondagens pré-eleitorais, em média, em 2,4%. Curiosamente, no inquérito pós-eleitoral realizado pelo ICS em 2002, a recordação de voto no CDS (2 semanas depois das eleições) foi subestimada em 2,1%...”

Por tudo isto, afirmar que o CDS é tradicionalmente prejudicado nas sondagens é...

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