Numa publicação de 14 de julho no Facebook destaca-se que André Ventura, líder do Chega, maior partido da oposição em Portugal, “já lecionou na Universidade Católica em Luanda, por muito tempo”.
Contudo, sublinha-se, “hoje assume-se contra a emigração africana em Portugal. Acreditamos que durante a sua estadia em Angola nunca sofreu ataques xenófobos e racistas por parte dos angolanos, conforme tem alimentado o ódio anti-africano em Portugal”.
Confirma-se que o líder do Chega foi docente na Universidade Católica de Angola?
Não. A alegação é falsa.
Em resposta ao Polígrafo África, a direção da Universidade Católica de Angola (UCAN) garantiu que Ventura nunca integrou o quadro docente da instituição de ensino angolana, desde a sua fundação.
Também o diretor do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da UCAN, Alves da Rocha, afastou qualquer ligação de Ventura à universidade, seja ao nível de docência, seja no âmbito de parcerias em investigação científica.
Fundada em 1992, ao abrigo do Decreto n.º 38-A/92, a Universidade Católica de Angola é uma pessoa colectiva de utilidade pública, com autonomia estatutária, científica, pedagógica, administrativa e financeira. Pertencente à Igreja Católica, a UCAN tem como missão o ensino, a investigação e a extensão comunitária, sendo uma das instituições académicas de referência em Angola.
Não há qualquer evidência de que Ventura tenha sido professor na UCAN. A própria universidade desmente a informação, classificando-a como infundada.
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Avaliação do Polígrafo África:

