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É verdade que André Ventura já deu aulas na Universidade Católica de Angola?

Política
O que está em causa?
No contexto das alterações à Lei da Nacionalidade em Portugal, nas redes sociais alega-se que André Ventura, líder do partido Chega que defende mais restrições na atribuição de nacionalidade portuguesa, terá sido em tempos professor em Angola, mais especificamente na Universidade Católica de Angola (UCAN). Verdadeiro ou falso?
© Agência Lusa / António Cotrim

Numa publicação de 14 de julho no Facebook destaca-se que André Ventura, líder do Chega, maior partido da oposição em Portugal, “já lecionou na Universidade Católica em Luanda, por muito tempo”.

Contudo, sublinha-se, “hoje assume-se contra a emigração africana em Portugal. Acreditamos que durante a sua estadia em Angola nunca sofreu ataques xenófobos e racistas por parte dos angolanos, conforme tem alimentado o ódio anti-africano em Portugal”.

Confirma-se que o líder do Chega foi docente na Universidade Católica de Angola?

Não. A alegação é falsa.

Em resposta ao Polígrafo África, a direção da Universidade Católica de Angola (UCAN) garantiu que Ventura nunca integrou o quadro docente da instituição de ensino angolana, desde a sua fundação.

Também o diretor do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da UCAN, Alves da Rocha, afastou qualquer ligação de Ventura à universidade, seja ao nível de docência, seja no âmbito de parcerias em investigação científica.

Fundada em 1992, ao abrigo do Decreto n.º 38-A/92, a Universidade Católica de Angola é uma pessoa colectiva de utilidade pública, com autonomia estatutária, científica, pedagógica, administrativa e financeira. Pertencente à Igreja Católica, a UCAN tem como missão o ensino, a investigação e a extensão comunitária, sendo uma das instituições académicas de referência em Angola.

Não há qualquer evidência de que Ventura tenha sido professor na UCAN. A própria universidade desmente a informação, classificando-a como infundada.

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Avaliação do Polígrafo África:

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