E se a forma como é identificado o cancro da mama provocasse cancro? Seria irónico, mas são muitos os que, sobretudo nas redes sociais, garantem que essa é uma possibilidade real, devido à radiação utilizada no diagnóstico.

Ao Polígrafo SIC, José Carlos Marques, radiologista especialista em radiologia mamária no IPO de Lisboa, garante que esta é uma falsa ideia: “A mamografia tem uma dose de radiação mínima”, afirma. Mesmo que uma paciente faça este exame de diagnóstico anualmente, o risco acumulado é, diz o radiologista, “praticamente nulo e claramente superado pelos benefícios de realizar o exame”.

Existem vários exames médicos que utilizam uma muito baixa quantidade de radiação ionizante. A mamografia, o Raio-X e os TAC são alguns dos exemplos. As doses aplicadas durante os exames são muito pequenas e o tempo de exposição é reduzido.

No caso concreto da mamografia, o exame “é uma compressão da mama por alguns segundos e são obtidas duas imagem de raio-X”, explica o especialista, acrescentando que a dose aplicada neste exame “bastante inferior à de um Raio-X normal. Por exemplo, numa viagem de avião temos uma exposição muito superior à de uma centena de mamografias”.

Ao Polígrafo SIC, José Carlos Marques, radiologista especialista em radiologia mamária no IPO de Lisboa, garante que esta é uma falsa ideia: “A mamografia tem uma dose de radiação mínima”, afirma.

Em 2018 morreram perto de 627 mil mulheres em todo o mundo devido ao cancro da mama. Só em Portugal surgem seis mil novos casos todos os anos, o que corresponde a uma média de 11 novos casos por dia. Dessas, quatro mulheres morrem todos os dias devido a esta doença. Os homens também podem ser atingidos por cancro da mama, mas a incidência é menor: apenas um em cada 100 casos de cancro da mama desenvolve-se num homem.

Avaliação do Polígrafo SIC: Falso

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