"Obrigado Elon Musk, estou de volta!" Esta terá sido a mensagem publicada por Donald Trump, ex-Presidente dos EUA, a 9 de outubro, no Twitter, rede social que o tinha banido permanentemente em janeiro de 2021 (dois dias após uma tentativa de golpe de Estado nos EUA, traduzida no "assalto ao Capitólio" em Washington DC), na sequência de várias suspensões.

E não deixou de agradecer desde logo ao empresário Elon Musk que acaba de concretizar a aquisição do Twitter por cerca de 44 mil milhões de euros, sugerindo assim que o fundador da SpaceX e da Tesla - entre outras empresas - terá sido o responsável pelo seu regresso aos tweets, a principal forma de comunicação política de Trump que, depois do banimento, chegou mesmo a lançar uma nova plataforma - a "Truth Social" - parecida com o Twitter.

O problema é que o tweet em causa tem origem numa conta - "@realDonJTru" - que não corresponde à página oficial de Trump. Na realidade, Trump continua banido do Twitter, pelo menos até ao momento de publicação deste artigo.

A verdadeira página oficial de Trump - "@realDonaldTrump" - continua a não estar acessível na rede social.

Esta publicação também foi analisada pela "PolitiFact", plataforma norte-americana de fact-checking, que chegou à mesma conclusão, sublinhando aliás que Musk ainda não tinha concretizado a compra do Twitter (na altura em que surgiu o tweet falso de Trump) e ainda não teria poder ou capacidade de reverter o banimento de Trump ou qualquer outro utilizador da rede social.

De qualquer modo, é verdade que Musk já criticou a decisão do Twitter de banir pessoas, exceto em situações de contas de spam ou "aqueles que incitam explicitamente à violência".

Mais recentemente, em maio de 2022, o empresário comprometeu-se mesmo a reverter o banimento de Trump, dizendo que foi "uma má decisão ao nível moral, para ser claro, e uma extrema parvoíce".

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