Pedro Nuno Santos esteve ontem à noite em entrevista no "Porto Canal". Quando confrontado com as críticas às "contas certas", argumentou que não vêm da esquerda, mas sim do PSD e da direita que "não têm propriamente um grande histórico em matéria de dívida pública".

"O último Governo do PSD antes dos nossos foi um Governo que, em nome da dívida pública, fez um conjunto de cortes nos rendimentos e nas pensões. E terminam a legislatura em 2015 com uma dívida pública superior à de 2011", acusou o candidato.

Pedro Nuno Santos fez ainda referência ao atual Governo PSD nos Açores, onde  que a dívida pública é "maior do que aquela que herdaram quando chegaram ao Governo".

A afirmação é verdadeira?

O governo de coligação do PSD nos Açores foi formado em 2020, depois de o PS perder a maioria absoluta que tinha há 20 anos na região. Nesse ano, de acordo com a estatística do Banco de Portugal (BdP), a dívida pública em termos nominais situava-se nos 2.405 milhões de euros, aumentando para 2.709 milhões de euros e escalando novamente para 3.063 milhões de euros em 2022 (valor ainda provisório).

Ou seja, nestes três anos de governação do PSD/Açores confirma-se que a dívida pública aumentou ano após ano. No entanto, há que salientar que esta trajetória ascendente não é exclusiva desta governação e verifica-se desde 2006, sendo que a partir de 2019 se nota uma escalada maior comparativamente aos anos anteriores.

Quanto ao indicador da dívida bruta em percentagem do PIB, em 2019 esta situava-se nos 43,6%, passando a 57,8% em 2020 e a 61,3% em 2021 (últimos dados disponíveis e ainda provisórios), segundo o Procedimento dos Défices Excessivos publicado pelo Serviço Regional de Estatística (SREA) e pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no dia 22 de setembro de 2023.

Conselho das Finanças Públicas (CFP) salienta também, no relatório sobre a evolução orçamental das regiões autónomas, que a trajetória ascendente da dívida se mantém "há mais de uma década" na Região Autónoma dos Açores.

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