“O CEO da Pfizer anunciou que não tomará sua própria vacina, pois goza se boa saúde e não quer 'furar a fila'!  E pelo jeito não quer ser cobaia humana também! Entretanto garantem que a vacina é segura e que você pode tomar sem medo! Mesmo que tenham te obrigado a assinar um termo de isenção de responsabilidade! E tem gente que assina e ainda se sente aliviada”, descreve-se na publicação em causa.

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Será verdade?

Não. O boato surgiu a partir de uma entrevista da CNBC emitida no dia 14 de dezembro. Questionado sobre quando pretendia tomar a vacina, Albert Bourla respondeu que tinha 59 anos, gozava de boa saúde e que, tendo em conta que não estava na linha da frente, não havia a indicação para que tomasse a vacina para já.

“Assim que for possível, eu vou. A única questão sensível aqui é que não quero ser apontado como um exemplo de quem está a passar à frente, porque tenho 59 anos, tenho boa saúde, não estou na linha da frente. Portanto, não é recomendado que seja vacinado agora”, disse na entrevista.

Em nenhum momento Bourla afirmou que não tencionava tomar a vacina. Deu a entender, sim, que não pretendia gozar da sua posição privilegiada para aceder ao fármaco antes de cidadãos mais velhos ou vulneráveis. Contudo, uma vez que passaram mais de quatro meses desde que a entrevista foi emitida, o presidente da Pfizer acabou por ser vacinado entretanto.

No dia 10 de março, Bourla escreveu no Twitter: “Entusiasmado por tomar a segunda dose da vacina da Pfizer/BioNTech para a #Covid19. Não há nada que eu queira mais do que as pessoas que amo e outras à volta do mundo tenham esta oportunidade. Apesar de a viagem estar longe do fim, estamos a trabalhar incansavelmente para vencer o vírus”.

Entretanto, a 16 de abril, Albert Bourla afirmou que é provável que seja necessária uma terceira dose da vacina contra a Covid-19, entre seis a 12 meses após a segunda toma. Numa nova entrevista à CNBC,​​ Albert Bourla admitiu também que poderá ser necessária uma "vacinação anual" do fármaco para reforçar a imunidade.

"Uma terceira dose será provavelmente necessária, algures entre seis a 12 meses [após as duas doses]. E posteriormente haverá uma vacinação anual, mas tudo isto terá de ser confirmado", afirmou.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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