“Dilma gastou do nosso dinheiro R$ 73 milhões num salão de beleza”

Meme que, até as 13h do dia 10 de abril de 2019, tinha mais de 15,3 mil partilhas no Facebook

A Lupa não encontrou registro de gasto semelhante feito pela ex-presidente Dilma Rousseff durante seu mandato. Em delação premiada, a marqueteira Mônica Moura, que coordenou as campanhas de Dilma em 2010 e 2014 junto com seu marido, João Santana, estimou ter pago R$ 90 mil a cabeleireiros da ex-presidente. Segundo Mônica, em 2010, um assessor de Dilma pediu que fosse pago R$ 4 mil mensais a uma cabeleireira particular durante um ano. Os pagamentos, que teriam sido feitos em dinheiro à própria funcionária, somaram R$ 40 mil. Os outros R$ 50 mil teriam sido gastos com o também cabeleireiro Celso Kamura, que costumava ser contratado em ocasiões especiais. À época Dilma afirmou, em nota, que o casal mentiu nos depoimentos. Confira todos os vídeos da delação de Mônica Moura aqui.

No início deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o governo pagou R$ 73 milhões a uma empresa de Tecnologia da Informação situada em um salão de beleza, na cidade de Jupi, no agreste pernambucano. Apesar de a empresa estar situada no mesmo imóvel de um salão, a despesa do governo federal foi feita com programas de computador de última geração – não com serviços ou produtos de beleza.

Vale também ressaltar que, de acordo com o TCU, a Linkcon Internacional faturou cerca de R$ 73 milhões em contratos com os ministérios do Turismo, da Saúde, da Integração Nacional e da Defesa, nos últimos quatro anos. Ou seja, num período que abarca mais a gestão de Michel Temer do que a de Dilma.

“Michelle arrecadou num chá beneficente 5,3 milhões em doações para causas sociais”

Meme que, até as 13h do dia 10 de abril de 2019, tinha mais de 15,3 mil partilhas no Facebook

É facto que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, esteve presente em chá beneficente que arrecadou R$ 5,3 milhões para causas sociais, segundo noticiado pela jornalista Sonia Racy em sua coluna no jornal O Estado de S.Paulo. O evento foi promovido pela União Brasileiro Israelita do Bem Estar Social, a Unibes, no dia 27 de março. A primeira-dama, que estava com labirintite, não discursou no dia.

Nota: este texto é publicado no âmbito da parceria de republicação firmada entre o Polígrafo e a Agência Lupa

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