Esta terça-feira, 24 de fevereiro, assinalou-se o quarto aniversário da invasão russa da Ucrânia. O Bloco de Esquerda, à semelhança de outros partidos, publicou uma mensagem para sublinhar a importância de um acordo de paz que ponha fim ao sofrimento do povo ucraniano.
Entretanto, recuperaram-se nas redes sociais declarações de Mariana Mortágua, ex-coordenadora do BE, proferidas poucos dias antes do início da guerra.
“Aquilo que vejo é um Governo de extrema-direita, com fascistas dentro. Um Governo corrupto, que portanto também tem muito que se lhe diga relativamente às decisões e motivações que o sustentam”, disse Mortágua.
Esta foi uma das ideias defendidas pela bloquista a 21 de fevereiro de 2022 no “Linhas Vermelhas”, programa da SIC Notícias onde mantinha um debate semanal com Adolfo Mesquita Nunes, ex-dirigente do CDS-PP. Faltavam três dias para o início da invasão, que Vladimir Putin apelidou como “operação militar especial”. Mortágua falava sobre as movimentações russas, a iminência de um conflito militar e o posicionamento dos Estados Unidos, mas recusava fazer antecipações sobre uma guerra “que ainda não existia”.
Importa sublinhar que, nesse mesmo episódio, a antiga coordenadora do BE referiu por mais de uma vez que condenava a atuação da Rússia. “A última coisa que faria seria legitimar uma ação imperialista de Putin, que é um ditador que condeno em toda a sua ação. O que eu não faço é achar que a história começa ontem. Não começa, é longa, tem causas e vários capítulos para resolver. Não podemos achar que a história tem bons e maus”, destacou.
Mortágua referiu-se a Vladimir Putin como “um imperialista megalómano” que estava a usar uma escalada de tensão política, para “compensar o poder que não tem noutros territórios, nomeadamente militar e económico”.
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