Nos Estados Unidos da América, o Dia de Ação de Graças, celebrado este ano a 25 de novembro, é um feriado em que tipicamente a família e os amigos reúnem-se à mesa para saborear o emblemático peru. Nos últimos dias, tem sido partilhada nas redes sociais uma publicação que denuncia um aumento no preço do peru em 41%, uma subida em produtos alimentares de 10,5% e em óleo para aquecimento das casas em 115%.

O "The New York Times" chega a afirmar que a refeição comemorativa do Dia de Ação de Graças de 2021 poderá vir a ser a mais cara da História. Também no Facebook, uma publicação que foi entretanto eliminada e que, antes disso, foi partilhada quase três mil vezes, afirmava que “os perus custam 83 dólares (72,50 euros) no supermercado, uma multa para caçar sem licença é 70 dólares (61,14 euros). É um dia triste na América quando podes disparar contra um peru em frente a um guarda-florestal e economizar dinheiro".

É verdade que este ano os EUA vão enfrentar um Dia de Ação de Graças mais caro?

O Departamento de Agricultura dos EUA, nos últimos dados publicados no relatório sobre o preço dos perus no mercado, revela que o preço de um peru inteiro congelado custa mais 26 cêntimos (23 cêntimos na conversão para euros) o quilo em relação ao ano passado.

O relatório sobre as perspectivas de gado, lacticínios e aves, publicado pelo mesmo departamento, divulga que o valor dos perus inteiros congelados sofreu, em média, o aumento mensal mais alto desde 2006 para valores de 1,36 dólares (1,19  euros) em setembro deste ano. Tendo caído na última semana de outubro para 1,29 dólares (1,13 euros).

créditos: © USDA

O valor de 41% a que a publicação se refere, corresponde aos últimos dados publicados pelo Gabinete de Estatísticas Laborais dos EUA referentes ao Índice de Preços do Produtor (IPP). Este índice de preços acompanha mensalmente as variações nos preços dos bens vendidos pelos produtores e é um dos principais indicadores económicos da inflação ao consumidor, sendo divulgado antes do Índice de Preços do Consumidor (IPC).

Assim, no último IPP publicado a 9 de novembro, estabelece-se que o valor do peru processado subiu 40.7% desde outubro do ano passado e que o preço do óleo para aquecimento doméstico subiu, efetivamente, 114.8% no mesmo período de tempo. Da mesma forma que o preço dos alimentos aumentou 10.5% até outubro de 2021, embora tenha descido 0.4% durante as últimas semanas.

No início de novembro, o Departamento de Agricultura publicou um artigo que indica que a oferta de perus congelados está 24% abaixo da média dos últimos três anos, e a produção de perus caiu em comparação com a média anual.

O "The Wall Street Journal" noticiou, a 9 de novembro, que o armazenamento de alimentos básicos está 1% a 4% mais baixo do que o normal, o jornal estabelece, ainda, uma comparação com o armazenamento de março de 2020 quando os fornecimentos caíram 13%. Devido à escassez da cadeia de abastecimento, os consumidores terão este ano de lidar com o aumento dos preços e com a disponibilidade de ingredientes mais limitada.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente Verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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