A publicação é do Instituto +Liberdade, fundado por Carlos Guimarães Pinto (ex-líder e atual deputado do Iniciativa Liberal), e data de 2 de maio: "A precariedade laboral é um dos principais desafios que os trabalhadores portugueses enfrentam, em particular os mais jovens. O cada vez mais frágil tecido empresarial português, maioritariamente composto por PME [Pequenas e Médias Empresas] asfixiadas por uma elevada carga fiscal e descapitalizadas, vê-se incapaz de fixar e recompensar adequadamente o capital humano, em particular perante uma rígida legislação laboral, que desincentiva as empresas que pretendam assumir compromissos de médio/longo prazo com os seus trabalhadores."

Em 2021, prossegue-se no texto do post, "o emprego temporário involuntário representava 9,2% do emprego total no país" e, em todo o espaço comunitário europeu, apenas "a Espanha (16,1%) e o Chipre (11,4%) apresentam um peso maior do emprego temporário involuntário no total da população empregada, sendo que a média na União Europeia está fixada em 4,9%".

O Polígrafo consultou os dados mais recentes disponibilizados pelo Eurostat, gabinete de estatísticas da União Europeia, e confirmou que, no ano passado, Portugal registou uma taxa de 9,2% de trabalhadores, entre os 15 e os 64 anos, num trabalho temporário involuntário. Ou seja, que não encontraram um trabalho permanente. Ao nível europeu, acima de Portugal neste indicador só estão o Chipre, a Sérvia e a Espanha, com 11,4%, 15,9% e 16,1%, respetivamente. Se subtrairmos a Sérvia, que não faz parte da União Europeia, Portugal fica mesmo na terceira posição da tabela.

Ainda assim, o facto é que desde 2016 que a percentagem de trabalhadores que se encontram involuntariamente num posto temporário tem vindo a diminuir significativamente. Nesse primeiro ano completo de governação de António Costa, esta estatística cifrava-se nos 18,8%. Em 2017 caiu para os 18,1%, em 2018 manteve-se e em 2019 sofreu novo tombo, para os 17,1%.

Foi em 2020 que se verificou a queda mais significativa até então, quando a percentagem de trabalhadores nesta situação atingia os 14,6%, para logo em 2021 baixar novamente para os 9,2%. Esta foi a percentagem mais baixa conseguida por Portugal desde 2004 (14%), de acordo com os dados compilados pelo Eurostat.

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