"Nunca pensei que isto fosse possível: mas aconteceu no Algarve - o desemprego aumentou 202,4% em maio (face ao período homólogo, que é, neste caso em especial, como se deve medir a dimensão do desastre, dada a existência de grande sazonalidade)", começa por se destacar na publicação em causa.

"O Algarve vazio que tanto animou o primeiro-ministro é isto: +202,4% de desempregados. E ainda não vimos nada. Os 34% de aumento do desemprego registado no conjunto do país não têm comparação com qualquer momento do passado documentado. Agora vejam o Algarve", conclui-se, exibindo um gráfico demonstrativo do "aumento do desemprego registado (variação percentual homóloga)", no qual sobressai um crescimento de 202,4% no Algarve, seguido pela região de Lisboa e Vale do Tejo com 42,7%.

Confirma-se que o desemprego no Algarve aumentou 202,4% em maio de 2020 face ao período homólogo de 2019?

O gráfico e os dados evocados nesta publicação estão plasmados no boletim de maio de "Informação Mensal - Mercado de Emprego" (pode consultar aqui), publicado hoje, dia 22 de junho, pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

"Ao nível regional, no mês de maio de 2020, o desemprego registado aumentou, por comparação ao mês anterior, na generalidade das regiões, com excepção para a região do Alentejo (-1,4%). Quanto aos aumentos homólogos, o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+202,4%). No oposto encontra-se a região dos Açores com -2,4%", informa-se no referido documento.

O gráfico da publicação sob análise é idêntico ao gráfico do boletim do IEFP, tal como os números e outros dados indicados. Pelo que se trata de informação verdadeira e difundida com rigor.

No fim do mês de maio de 2020, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 408.934 indivíduos desempregados, número que representa 75,1% de um total de 544.351 pedidos de emprego", destaca-se no mesmo boletim. "O total de desempregados registados no país foi superior ao verificado no mesmo mês de 2019 (+103.763 ; +34,0%) e também face ao mês anterior (+16.611; +4,2%)".

"Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2019, contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário", acrescenta-se.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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