“O que fazer numa situação destas? Agradeço que partilhem”, afirma-se numa publicação, partilhada no dia 4 de maio. O autor do post identifica-se, no vídeo que publicou, como morador do prédio e mostra-se descontente com a situação. Ao longo do vídeo, com cerca de sete minutos de duração, consegue ver-se a obra em questão - alegadamente uma rotunda - e a curta distância a que esta se encontra dos prédios e das garagens.

“Não estou a dizer para não fazerem uma rotunda, mas o acesso à garagem está onde?”, questiona o autor do post, durante a gravação. Ao filmar a distância entre a sua casa e a obra, diz: “não se pode parar numa rotunda. Eu não vou parar numa rotunda para depois abrir o portão e entrar aqui a direito, certo?”. A uma certa altura, garante-se no vídeo que os moradores já falaram com a Câmara, mas ainda nada foi resolvido.

Numa publicação mais recente, partilhada no dia 29 de maio, o mesmo morador mostra novamente a evolução da obra. “A continuação da história da rotunda mais linda de Sines. Agradeço a partilha mais uma vez para que se veja a vergonha que está a ser aqui feita”, afirma o autor.

A Câmara Municipal de Sines confirmou ao Polígrafo que, de facto, o vídeo em causa “diz respeito à requalificação da Rua 1 da ZIL 2 de Sines, sendo uma artéria que separa uma zona de localização empresarial de uma zona habitacional”.

Quando questionada sobre o descontentamento dos moradores relativamente à obra, fonte oficial da Câmara Municipal de Sines garantiu que já "reuniu com os habitantes dessa artéria, para discutir sobre o acesso às garagens do prédio".

“A Câmara vai voltar a reunir-se com os moradores no sentido de consensualizar uma solução que permite o acesso direto às garagens, cumprindo também com o estabelecido no PP Sul-Nascente, ou seja, a construção de uma placa de circulação oval que disciplina o trânsito naquela artéria da cidade”, clarifica.

Em suma, é verdade que alguns moradores de Sines estão atualmente impedidos de aceder diretamente às suas garagens devido à construção de uma rotunda.

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