“Portugal é um inferno fiscal, não só em taxas, mas também em burocracias. E isso determina que não cresçamos há décadas”, defendeu Tiago Mayan durante o frente a frente com a candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda.

Confirma-se a alegação do candidato a Belém e um dos fundadores da Iniciativa Liberal?

Analisando as taxas de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, é possível concluir que na última década a economia portuguesa só não cresceu em três anos. Em 2011, o PIB registou uma queda de 1,70%, em 2012 de 4,06% e, em 2013, de 0,92%.

No entanto, estas quedas não foram suficientes para comprometer o crescimento absoluto neste período uma vez que, entre 2010 e 2019, a economia avançou 19%, de 179.611 milhões de euros para 213.301 milhões de euros (dados provisórios). Só em 2017, por exemplo, a economia portuguesa avançou 3,5%. Já as contas de 2019, parecem fechar num crescimento real de 2,24% face ao ano anterior. 

Estas quedas não foram suficientes para comprometer o crescimento absoluto neste período uma vez que entre 2010 e 2019, a economia avançou 19%, de 179.611 milhões de euros para 213.301 milhões de euros (dados provisórios). Só em 2017, por exemplo, a economia portuguesa avançou 3,5%. Já as contas de 2019, parecem fechar num crescimento real de 2,24% face ao ano anterior. 

O mesmo aconteceu nas três décadas anteriores: ainda que se tenham registado alguns anos de quedas – não tão expressivas como as registadas no seguimento da crise financeira de 2008 -, na primeira década do século XXI, a economia portuguesa cresceu 37%. Na década de 90 mais que duplicou de valor ao registar um crescimento de 112%, e na década de 80 aumentou 468%. 

Em suma, a afirmação de Tiago Mayan não corresponde à realidade, uma vez que a economia nacional não tem registado décadas negativas.

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