"Eu defendo o Serviço Nacional de Saúde, defendo que é aí que é aí que devem estar concentrados os meios, defendo que numa condição de pandemia têm de se mobilizar os privados e os sociais, a preço de custo e não para que façam negócio. Defendo tudo isso. O Tiago Mayan vejo referir muitas vezes que devem ser os privados que têm de ser mobilizados. Os privados, os mesmos que pediam 13 mil euros por doente [Covid-19] na primeira vaga", destacou Marisa Matias durante o frente a frente com o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal.

A acusação feita pela candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda é verdadeira?

Em março, Marta Temido, ministra da Saúde, informou que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) pagaria pelo tratamento dos doentes de Covid-19 que fossem encaminhados pelos hospitais públicos para os privados. O acordo - entre as Administrações Regionais de Saúde (ARS) e as entidades privadas - era válido por três meses, renovável sucessivamente por períodos de um mês, e definiu preços de acordo com a complexidade de cada caso.

Tal como noticiou o jornal Público na altura, o SNS pagaria perto de 13 mil euros (12.861 euros) por um doente que precisasse de ventilação por mais de quatro dias . Caso o paciente internado não precisasse de ventilação, ou esta fosse necessária por um período até quatro dias, o valor seria de 1962 euros.

Em novembro, foi publicado um novo acordo que prevê valores bastante inferiores aos que foram definidos no início da pandemia. A nova tabela fixa um pagamento de 8431 euros por doentes internados com recurso a ventilação por mais de quatro dias, 6036 euros para pacientes que precisem deste mecanismo até quatro dias, e 2496 euros para episódios de internamento sem necessidade de ventilação.

A ministra da Saúde justificou a alteração de preços com o conhecimento que se tem vindo a adquirir em relação aos custos do tratamento de doentes Covid-19. "Em abril de 2020, quando a ACSS [ndr:Administração Central do Sistema de Saúde] preparou a primeira convenção extraordinária, não havia casuística que permitisse apurar um preço específico. Foi um preço por aproximação. A esta data já temos sete, oito meses de disponibilidade de dados dos custos do SNS, e foi com base nesse costeio que se fez a revisão de preço”, explicou.

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