No debate desta noite, com todos os onze candidatos à Presidência da República, Luís Marques Mendes acusou Henrique Gouveia e Melo de dizer que “demitiria o Governo e faria uma dissolução em caso de haver promessas eleitorais não cumpridas“. Tem razão?
Num artigo publicado no “Expresso” em fevereiro de 2025, Gouveia e Melo escreveu que o poder de demitir o Governo só devia ser exercido quando existisse a forte convicção que o “contrato entre governados e governantes foi significativamente comprometido”, no caso as promessas eleitorais, e quando tenha havido “um desfasamento grave entre os objetivos-prática do Governo e a vontade previamente sufragada pelo povo”.
Além disso, em Guimarães, a 19 de setembro do ano passado, o candidato a Belém admitiu que deixaria cair o Governo de Passos Coelho por causa de uma promessa falhada: “Só vejo uma situação no passado em que isso [demissão do Governo] poderia ter acontecido. Foi o Dr. Passos Coelho que veio prometer nas eleições que não aumentaria impostos nenhuns, que eram só facilidades, quando nós já sabíamos que tínhamos a troika à vista. Depois [Passos Coelho] entrou no processo governativo e disse de forma muito cândida: não sabíamos que isto estava assim tão mal e agora é apertar o garrote.”
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