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Debates Europeias. Pedro Fidalgo Marques: “No ano passado morreram três mil mulheres por violência doméstica na Europa”

União Europeia
O que está em causa?
Segundo o cabeça de lista do PAN às eleições europeias, foram três mil as mulheres a morrer por violência doméstica na Europa em 2023. É verdade?

Depois de ouvir Sebastião Bugalho, candidato pela AD, dizer que a delegação portuguesa do PPE “também se vai levantar para defender os direitos das mulheres”, Pedro Fidalgo Marques, do PAN, brincou e afirmou ter ficado aliviado uma vez que “Sebastião Bugalho, ou conta ter um mau resultado em que não elege eurodeputados do CDS-PP, ou então consegue falar com os eurodeputados do CDS-PP e eles vão contra tudo o que têm votado”.

Sobre este tema, Fidalgo Marques destacou ainda que é preciso “assegurar uma diretiva de saúde das mulheres na UE”, nomeadamente sobre a IVG, literacia de saúde e ainda violência doméstica: “Continuam a morrer três mil mulheres – em 2023 – por violência doméstica na Europa.” É verdade?

Sim. Os dados foram publicados pela Comissão Europeia, em novembro de 2023, e mostram que “mais de 3.000 mulheres são mortas a cada ano na Europa por parceiros ou familiares”, sendo que “inúmeras outras são prejudicadas e assediadas”. Na União Europeia, “pelo menos duas mulheres por semana são mortas na por um parceiro íntimo ou membro da família”.

Em Portugal, aconteceram em 2023 um total de 22 homicídios por violência doméstica, mas as denúncias revelam uma realidade mais assustadora: foram 30.389 em 2022 e 30.279 em 2023.

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UE

Este artigo foi desenvolvido pelo Polígrafo no âmbito do projeto “EUROPA”. O projeto foi cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa de subvenções do Parlamento Europeu no domínio da comunicação. O Parlamento Europeu não foi associado à sua preparação e não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores do programa. O Parlamento Europeu não pode, além disso, ser considerado responsável pelos prejuízos, diretos ou indiretos, que a realização do projeto possa causar.

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Avaliação do Polígrafo:

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