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Debates Europeias. Marta Temido: “A execução financeira do PRR em Portugal é superior à média da União Europeia”

Política
O que está em causa?
No debate desta noite na TVI, entre quatro candidatos às eleições para o Parlamento Europeu, Marta Temido refutou a ideia de que a execução do PRR esteja atrasada e que Portugal corra o risco de não conseguir receber todo o valor programado dentro do prazo estipulado até 2026.
© Agência Lusa / Manuel de Almeida

A pergunta era sobre se estaria disposta a negociar perante a Comissão Europeia um prolongamento do prazo para a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), partindo do pressuposto de que Portugal corre o risco de não conseguir receber a totalidade das verbas programas no prazo estipulado que termina em dezembro de 2026. Marta Temido respondeu que “sim”, embora sublinhando que “será muito difícil” que esse prolongamento do prazo seja aceite.

Num debate entre quatro candidatos (PS, AD, BE e PAN) às eleições para o Parlamento Europeu, em relação a este tema coube a Temido defender o legado do anterior Governo e dos eurodeputados do seu partido. Depois de admitir um pedido de prolongamento, a ex-ministra da Saúde fez questão de assegurar que a execução do PRR não está atrasada e que Portugal não está em risco de perder verbas. “A execução financeira do PRR em Portugal é superior à média da União Europeia”, sublinhou.

Esta alegação tem fundamento?

De acordo com os últimos dados da Comissão Europeia, apurados no painel de avaliação sobre a implementação do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, Portugal é o quarto país com maior taxa de execução (17%), até julho de 2023.

A média da União Europeia fixou-se em 11,3%, taxa de execução largamente inferior, tal como disse Temido.

No que concerne ao montante recebido no âmbito do PRR, cerca de 5,14 mil milhões de euros, Portugal está na sexta posição entre os 27 Estados-membros da União Europeia.

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UE

Este artigo foi desenvolvido pelo Polígrafo no âmbito do projeto “EUROPA”. O projeto foi cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa de subvenções do Parlamento Europeu no domínio da comunicação. O Parlamento Europeu não foi associado à sua preparação e não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores do programa. O Parlamento Europeu não pode, além disso, ser considerado responsável pelos prejuízos, diretos ou indiretos, que a realização do projeto possa causar.

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Avaliação do Polígrafo:

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