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Debates Europeias. Catarina Martins: “A esmagadora maioria dos países do mundo reconhecem o Estado da Palestina”

Política
O que está em causa?
Uma das bandeiras do Bloco de Esquerda nestas eleições europeias é o reconhecimento da Palestina enquanto Estado e, na noite de ontem, Catarina Martins reforçou a urgência de Portugal se juntar à lista dos países que o reconhecem. Já nos minutos finais do debate para as eleições europeias, a cabeça de lista do BE afirmou que a "esmagadora maioria" dos países do mundo já o fez. Confirma-se?

Já nas notas finais do debate de ontem à noite na RTP3, que juntou todos os partidos com assento parlamentar, Catarina Martins alertou que “Portugal arrisca-se a ficar isolado por não reconhecer o Estado da Palestina”.

“A esmagadora maioria dos países do mundo reconhecem o Estado da Palestina, é urgente fazer esse reconhecimento. É de um enorme cinismo dizer que defendemos a solução dos dois Estados e só reconhecer Israel”, concluiu a cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) ao Parlamento Europeu.

Será verdade que a esmagadora maioria dos países do mundo já reconhece a Palestina?

Sim. Com o reconhecimento por parte da Noruega, Irlanda e Espanha esta terça-feira, a lista de países que reconhecem o Estado da Palestina aumentou para 145 de um total de 193 Estados-membros das Nações Unidas.

Esta lista de 145 países inclui vários países do Médio Oriente, África e Ásia, mas não os Estados Unidos, o Canadá e a maior parte da Europa Ocidental, a Austrália, o Japão ou a Coreia do Sul.

Recorde-se que em abril, os Estados Unidos vetaram, no Conselho de Segurança da ONU, a candidatura da Palestina a Estado-membro de pleno direito da ONU.

A Palestina tenta desde 2011 o reconhecimento como Estado-Membro da ONU e tem desde 2012 o estatuto de Estado observador não membro.

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UE

Este artigo foi desenvolvido pelo Polígrafo no âmbito do projeto “EUROPA”. O projeto foi cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa de subvenções do Parlamento Europeu no domínio da comunicação. O Parlamento Europeu não foi associado à sua preparação e não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores do programa. O Parlamento Europeu não pode, além disso, ser considerado responsável pelos prejuízos, diretos ou indiretos, que a realização do projeto possa causar.

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Avaliação do Polígrafo:

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