Num frente-a-frente com Rui Tavares, candidato do Livre que espera ser seu parceiro para viabilizar um Governo de esquerda na sequência das eleições legislativas agendadas para 10 de março, o tema da educação foi trazido à discussão, com Pedro Nuno Santos a salientar que, do “ponto de vista de resultados na aprendizagem, o país teve um avanço tremendo”. Pelo que é preciso “começar a olhar” para Portugal “com orgulho”.

Sobre o progresso que considerou que se tem vindo a registar no setor, exemplificou: “Nós tivemos uma redução da taxa de abandono escolar tremenda nos últimos anos.” Mas será que se confirma esta informação avançada pelo secretário-geral do PS?

De facto, desde 2016 (14,0%) que se tinha vindo a registar uma diminuição gradual da percentagem de jovens a abandonar o ensino antes do previsto: 12,6% em 2017, 11,8% em 2018, 10,6% em 2019, 9,1% em 2020, 6,7% em 2021 e 6,5% em 2022. Uma quebra que se pode considerar “tremenda”, na medida em que caiu para menos de metade, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Exceção à regra foi o ano de 2023, segundo dados divulgados na quarta-feira pelo INE, dando conta de que a taxa de abandono precoce de educação e formação subiu dos 6,5% registados no ano anterior para os 8,0%. Pelo que atribuímos à alegação o carimbo de “Verdadeiro, mas…”.

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