Os objetivos são os mesmos, a forma de os alcançar é distinta: Paulo Raimundo não acredita que o PSD se possa reconciliar com os pensionistas depois do período da troika, mas acusa os sociais-democratas de incoerência por não terem acompanhado a proposta do PCP nesse sentido.

"Nós não podemos esquecer que o PSD e o CDS foram os recordistas dos cortes de pensões. Esta proposta do aumento de 70 euros já foi à Assembleia da República e o PSD não acompanhou a nossa proposta", sumariou o secretário-geral dos comunistas. Tem razão?

De facto, em novembro do ano passado os comunistas propuseram o aumento das pensões em 7,5%, num montante nunca inferior a 70 euros por pensionista. O objetivo era eliminar as dificuldades provocadas pelo “aumento do custo de vida que se iniciou em 2021”, mas nem todos os partidos concordaram.

Exemplo disso foi o PSD, que, embora não tenha votado contra a proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2024, se absteve (contra esteve apenas o PS e o Iniciativa Liberal). Dias mais tarde, Luís Montenegro acabou mesmo por sugerir o aumento para 820 euros do rendimento mínimo garantido dos pensionistas até 2028.

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