Nos 30 minutos em que debateram esta tarde na SIC Notícias as suas medidas para o país, Mariana Mortágua e Rui Tavares partilharam mais pontos de entendimento do que de discórdia, embora com diferenças sobre "como fazemos as coisas", como apontou o deputado único do Livre.

No seguimento de uma intervenção de Rui Tavares, que afirmou, apesar dos números elevados de emigração dos jovens, saem hoje menos do que saíam no tempo da Troika, Mariana Mortágua mostrou-se de acordo com o adversário. Mas advertiu que, ainda assim, "sai demasiada gente do país".

"Só enfermeiros no último ano, 1.700 fizeram pedidos para sair do país, o que quer dizer que Portugal é incapaz de reter gente qualificada e gente que faz falta ao SNS [Serviço Nacional de Saúde] e aos serviços públicos", sublinhou a coordenadora do Bloco de Esquerda.

Tem razão?

Sim. Foram registados, exatamente, 1.689 pedidos de declaração para efeitos de emigração, segundo informou a Ordem dos Enfermeiros no dia 22 de janeiro.

De acordo com o jornal "Público", houve mais 527 pedidos face ao ano anterior. O bastonário Luís Filipe Barreira explicou que isto corresponde a "cerca de 60% dos 2916 enfermeiros" inscritos em 2023.

Barreira sublinhou ainda que a Ordem dos Enfermeiros não sabe "qual é a proporção de recém-licenciados que saiu". Mas, garantiu, "não são só eles". De acordo com o bastonário "há também um número considerável de enfermeiros especialistas" a ter efetuado este pedido.

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