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DEBATES 2024. Luís Montenegro: “O PS admite estar de mão dada no Governo com forças políticas” que consideram “não estar na NATO”

Política
O que está em causa?
No último encontro entre os líderes dos oito partidos com assento parlamentar (à exceção de André Ventura), o líder dos sociais-democratas, que chegou atrasado 15 minutos, recuperou rapidamente o tempo de intervenção - mesmo sem discutir governabilidade. Luís Montenegro deu preferência às acusação ao PS, que, diz, pondera dar a mão a "forças políticas que admitem não estar na NATO". Verdade?

O líder da Aliança Democrática mantém a pressão sobre Pedro Nuno Santos e as opções de governabilidade, apesar de continuar sem querer tocar no assunto à direita. Esta manhã, no derradeiro debate entre os partidos com representação parlamentar, Luís Montenegro falava de Justiça quando acusou o PS de dar a mão a partidos que “admitem não estar na NATO”, cujo apoio o social-democrata quer reforçar.

Montenegro referia-se ao Bloco de Esquerda e ao PCP, forças políticas com uma posição comum que ficou aliás clara nos debates de preparação para as legislativas de 10 de março. No Programa Eleitoral de 2024, no capítulo sobre política externa, os bloquistas pedem “a autonomia total do país para decisões sobre o sistema financeiro, a desvinculação do Tratado Orçamental, a saída da NATO e um processo de desarmamento multilateral e o reconhecimento imediato do Estado da Palestina, assim como o julgamento do governo de Israel por genocídio e crimes de guerra”.

No que toca aos comunistas, estes vão mais longe e não pedem apenas a saída de Portugal da Aliança Atlântica, mas sim “a dissolução dos blocos político­militares, designadamente da NATO, com a qual o processo de desvinculação do País das suas estruturas deve estar articulada, no quadro do inalienável direito de Portugal decidir da sua saída, e a defesa do princípio da solução pacífica dos conflitos internacionais, pondo fim e rejeitando a participação militar portuguesa em missões de ingerência e agressão contra outros povos”.

Segundo o programa do PCP, é necessário “o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos”.

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