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DEBATES 2024. Luís Montenegro: “Mais de 3 milhões e 300 mil portugueses” têm seguro de saúde

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O que está em causa?
O líder dos sociais-democratas define o atual momento do SNS como o "pior" desde que este foi criado e culpa sem receios o partido que teve à sua frente no debate desta noite, na TVI, pelas alianças com os socialistas. "Foi com estes Governos que mais pessoas tiveram necessidade de contratar seguros de saúde: mais de 3 milhões e 300 mil portugueses", justificou Luís Montenegro. É verdade?

Não tinham passado ainda cinco minutos de debate quando Luís Montenegro acusou Mariana Mortágua de ter pouca confiança no SNS. O tema era saúde, o mais polémico (depois dos impostos) no debate que juntou o líder do PSD à coordenadora do Bloco de Esquerda, nos estúdios da TVI. “Lamento que a porta-voz de um partido de esquerda tenha tão pouca confiança no SNS (…) Eu confio muito no SNS e acho que vale a pena salvá-lo daquilo que foi uma caminhada de degradação que tem o seu cunho”, acusou Montenegro.

Era esta a introdução para a forma como o social-democrata vê o SNS hoje: no “pior momento desde 1979, depois de três governos do PS, dois dos quais com o apoio do BE.” Foi com estes Governos, acrescentou Montenegro, “que mais pessoas tiveram necessidade de contratar seguros de saúde: mais de 3 milhões e 300 mil portugueses, a que juntam mais um milhão e 100 mil que tem ADSE”. Confirma-se?

Sim. Um estudo da Basef Seguros, realizado pela Marktest, de 17 de maio de 2022, já dava conta de que, “para o acumulado do ano 2021, 3 milhões e 87 mil portugueses” possuíam ou beneficiavm de seguro de saúde. “Outras conclusões mostram que este número representa quase o dobro do registado há 16 anos e que, desde 2015, mais um milhão de pessoas aderiram a este benefício e ao seu custo”.

Os dados do Basef mostravam ainda que “a posse deste seguro é bastante diversa entre a população, mostrando comportamentos heterogéneos entre as classes sociais, idade e regiões” e que “os indivíduos pertencentes à classe social alta e média alta têm uma taxa de posse de seguro de saúde cerca de duas vezes superior à dos indivíduos das classes média baixa e baixa”.

“Por idades, observa-se que os indivíduos entre os 25 e os 34 anos e entre os 35 e os 44 anos apresentam uma taxa de posse de seguro bastante acima da média (respetivamente, 44.4% e 43.8%) baixando com o aumento da idade, até à taxa de posse de 213% nos indivíduos com mais de 64 anos”, informou a empresa.

De acordo com dados mais recentes da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) noticiados pelo Jornal de Notícias (JN) a 10 de dezembro do último ano, quase 3,6 milhões de portugueses tinham seguro de saúde no primeiro semestre de 2023, um crescimento de 8.5% do setor face ao período homólogo de 2022, o que dá razão a Luís Montenegro.

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