As divergências de opinião no que diz respeito à economia do país foram notórias ao longo de todo o debate desta noite entre Luís Montenegro e Mariana Mortágua, emitido na TVI (e CNN Portugal), e as políticas relacionadas com a Habitação foram um dos temas que mais atrito gerou entre os dois adversários.

A acusação da líder do Bloco de Esquerda de que o PSD é responsável pelo despejo de idosos das suas casas e de que terá ido "à Rússia reunir com oligarcas de Putin" para vender "vistos Gold", fazendo com que em Lisboa e no Porto haja "mais alojamento local do que pessoas a viver", motivou o contra-ataque do líder do PSD.

Montenegro afirmou que o BE quer "uma nova Venezuela ou Cuba" e que "Mariana Mortágua não tem propostas para baixar os preços das casas". Para o líder dos sociais-democratas, a estratégia bloquista "só conduz a que não haja casas no mercado".

Mas estará certo ao afirmar que Mortágua e o BE não têm propostas no sentido de baixar os preços das casas?

Não. Por exemplo, no dia 10 de setembro de 2023, a coordenadora do BE defendeu várias medidas urgentes para para baixar o preço da Habitação em Portugal, precisamente. Entre as quais o controlo das rendas, a redução da margem de lucro dos bancos nos juros e ainda a (polémica) proposta de proibição da venda de casas a não residentes, alvo de várias críticas que geraram uma verificação do Polígrafo.

Na rentrée política do BE, Mortágua disse que é preciso urgentemente "controlar as rendas, com tectos ajustados a cada região, a cada tipologia de imóvel e, mais importante do que tudo, ajustados aos salários" pagos em Portugal.

Mais recentemente, no dia 31 de janeiro de 2024, Mortágua tentou clarificar os custos das propostas incluídas no programa eleitoral do BE. A Habitação - uma das seis prioridades do partido - é a que recebe a maior fatia com um custo de 1.200 milhões por ano para a reabilitação e construção de 80 mil habitações em quatro anos e 25% da nova construção dedicada a Habitação a custos controlados.

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Avaliação do Polígrafo:

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