Esta quinta-feira, na sua intervenção no encerramento do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2026, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado referiu “o drama persistente do desemprego jovem”, sublinhando que atualmente a taxa é de 18,8%.
“Mais de três vezes a taxa média nacional de 5,8%”, indicou Gonçalo Matias. Terá razão?
De acordo com o relatório Estatísticas do Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativo ao terceiro trimestre de 2025 (o mais recente), estima-se que a taxa de desemprego de jovens – entre os 16 e os 24 anos – se situava nos 18,8%, como apontou o ministro.
O mesmo documento indica ainda que a taxa de desemprego se situava nos 5,8%. Ou seja, o desemprego jovem representa um número que é 3,24 vezes superior. “Mais de três vezes a taxa média nacional”, tal como afirmou Gonçalo Matias.
Desde o terceiro trimestre de 2023, a taxa de desemprego jovem atingiu sempre valores mais de três vezes superiores à taxa de desemprego nacional.
A afirmação do ministro Adjunto e da Reforma do Estado é verdadeira.
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