"Se houvesse proteção pela vacina a percentagem de casos teria de desviar da percentagem de vacinados de forma notória. Ao manter-se alinhada indica que ambos os grupos mantém a mesma susceptibilidade. O número de casos relatados por semana indica uma forte correlação e valor estatistico", prossegue-se no texto em causa.

"A utilização de milhões de doses de uma substância não aprovada, não testada, sob coação permanente, resulta  num enorme nada. Resulta apenas em manipulação abjecta de números de 'no Inverno tinhamos muitos casos, no Verão temos poucos' como prova de pseudo eficácia, resulta em milhares ou milhões de efeitos secundários, mas acima de tudo resulta em manipulação bolsista do valor da empresa fabricante! Uma farsa sem fim. Uma vergonha para qualquer responsável com espinha dorsal. Um crime de fraude em escala planetária", acusa-se.

A publicação inclui uma tabela do Ministério da Saúde de Israel com dados referentes à percentagem de vacinados e não vacinados entre os novos casos confirmados de infeção por Covid-19 entre os dias 27 de junho e 3 de julho.

O número de infeções por Covid-19 em Israel voltou a aumentar no dia 13 de julho, com 1.275 novos casos registados, superando pela primeira vez a fasquia de 1.000 novos casos desde o dia 19 de março. No período homólogo de 2020 também se registou um aumento dos novos casos, superando essa mesma fasquia, pelo que a situação não é inédita.

Numa altura em que cerca de 60% da população de Israel está totalmente vacinada, a principal diferença não está ao nível das infeções, mas desde logo nas hospitalizações de infetados com Covid-19. Ou seja, as vacinas não previnem o contágio, mas parecem evitar muitos casos graves de infeção e subsequentes internamentos hospitalares. Isso é notório ao analisar os dados referentes a Israel.

O número de internados com Covid-19 nos hospitais israelitas tem-se mantido abaixo de 100 desde o final de maio. No período homólogo, mais especificamente na primeira quinzena de julho de 2020, o número de internados aumentou de 333 para 682, bastante acima dos números registados em julho de 2021.

No que respeita aos internados em unidades de cuidados intensivos (UCI), a diferença é ainda mais evidente. Desde 14 de junho de 2021 que o número de internados em UCI nos hospitais israelitas é inferior a 20 no total. No período homólogo de 2020, esse número era bastante superior.

O mesmo se aplica ao número de mortes por Covid-19. Desde o dia 11 de junho de 2021 que o número de novas mortes por Covid-19 em Israel tem oscilado sempre entre zero e duas. No período homólogo de 2020, em média, registou-se cerca do dobro de mortes por Covid-19.

Em suma, é falsa a alegação de que as vacinas contra a Covid-19 "não evitam nada". Mesmo não evitando novos casos de infeção, de acordo com os dados disponíveis referentes a Israel, pelo menos previnem muitos casos graves de infeção e subsequentes internamentos hospitalares, inclusive em UCI. Também parecem contribuir para uma diminuição das mortes por Covid-19.

Estes indicadores de eficácia das vacinas nas hospitalizações e mortes também têm sido notórios nos EUA, Reino Unido, Portugal e noutros países com o processo de vacinação mais adiantado.

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Avaliação do Polígrafo:

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Falso
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