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Cristiano Ronaldo financiou Unidade de Cuidados Intensivos no Hospital de Santa Maria?

Sociedade
Este artigo tem mais de um ano
O que está em causa?
É uma publicação que já tinha circulado nas redes sociais durante a pandemia de Covid-19, mas voltou a tornar-se viral nos últimos dias, como que embalada pelas sucessivas polémicas que têm envolvido o mais mediático jogador de futebol português. É verdade que, fora dos relvados, Ronaldo "ajudou" a adquirir uma nova Unidade de Cuidados Intensivos para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa?

“Unidade hospitalar em Santa Maria, ajudada por Cristiano Ronaldo, já foi inaugurada. Isso sim deveria ser a notícia que deveríamos publicar. Esse merece nosso respeito. Gratidão, Cristiano Ronaldo”, destaca-se na publicação em causa, enviada ao Polígrafo com pedido de verificação de factos.

Já tinha circulado nas redes sociais durante os primeiros dois anos da pandemia de Covid-19, mas voltou a tornar-se viral nos últimos dias, no contexto das sucessivas polémicas que têm envolvido o mais mediático jogador de futebol português, a participar no Mundial do Qatar com a seleção nacional.

De facto, é verdade que Cristiano Ronaldo financiou a aquisição de uma nova Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. A par do futebolista de origem madeirense, também o seu empresário, Jorge Mendes, financiou uma segunda UCI no mesmo Hospital de Santa Maria.

Foram aliás batizadas com os nomes dos respetivos doadores: “UCI Cristiano Ronaldo” e “UCI Jorge Mendes”.

Esta iniciativa de Ronaldo e Mendes foi concretizada em 2020, no início da pandemia de Covid-19, tendo sido anunciada em comunicado de imprensa do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN). O Polígrafo confirmou entretanto a veracidade desta informação junto do gabinete de comunicação do Hospital de Santa Maria, para que não restem quaisquer dúvidas (também há publicações nas redes sociais em que se alega que não terá concretizado a doação, apesar do anúncio da mesma, o que é falso).

Esta segunda-feira, no início da conferência de imprensa de antevisão da estreia de Portugal no Euro 2020, Cristiano Ronaldo retirou as duas garrafas de Coca-Cola que estavam junto ao microfone. No seu lugar, colocou uma garrafa de água. A ação terá desvalorizado a Coca-Cola em 3,6 mil milhões de euros. É verdade?

As duas UCI foram equipadas com 10 camas cada, ventiladores, monitores cardíacos, bombas e seringas infusoras, numa altura em que estes equipamentos eram essenciais na assistência a doentes críticos com Covid-19.

“Estas Unidades, designadas ‘UCI Jorge Mendes’ e ‘UCI Cristiano Ronaldo’, após o ‘Plano Covid-19’ serão reconvertidas e manter-se-ão como reforço da Medicina Intensiva, que contava com 31 camas antes da pandemia do novo Coronavírus, aumentando a sua capacidade para 51 camas”, informou o CHULN.

Além desta doação, segundo reportou o jornal “Diário de Notícias” em 2020, Ronaldo e Mendes também contribuíram para equipar uma UCI no Hospital de Santo António, no Porto.

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Avaliação do Polígrafo:

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