"A receita do IRS do ano passado foi 1.200 milhões superior à de 2019", afirmou João Cotrim de Figueiredo, no momento final do debate de ontem à noite, na TVI, frente a António Costa, líder do PS e recandidato a primeiro-ministro. O líder do partido Iniciativa Liberal tentava assim desmontar a ideia defendida pelo adversário de que o peso dos impostos no Produto Interno Bruto (PIB) tem vindo a diminuir nos últimos anos, apesar do aumento da carga fiscal.

O número indicado está correto?

Sim, mas há uma ligeira nuance que até poderia inviabilizar o carimbo de "Verdadeiro". É que a receita fiscal de 2021 - incluindo o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) - ainda só foi apurada até ao mês de novembro.

Na Síntese da Execução Orçamental de novembro de 2021, divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO) no dia 28 de dezembro de 2021, informa-se que a receita executada de IRS cifrou-se em 12.711,7 milhões de euros.

São os últimos dados referentes à execução da receita fiscal em 2021. Como tal, a comparação com 2019 apenas poderá ser efetuada com base no período homólogo de janeiro a novembro.

Ora, na Síntese da Execução Orçamental de novembro de 2019, divulgada pela DGO no final desse ano, informa-se que a receita executada de IRS cifrou-se em 11.503,9 milhões de euros.

Em suma, a receita de IRS aumentou em 1.207,8 milhões de euros, entre 2019 e 2021, no período de execução de janeiro a novembro. Pelo que concluímos que Cotrim de Figueiredo tem razão.

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