"Costa aponta investimento na ferrovia como um dos 'grandes' desafios", salienta-se no título da primeira notícia, datada de 22 de setembro de 2019, quando decorria a campanha para as eleições legislativas de 6 de outubro de 2019.

"Governo confirma adiamento de obras ferroviárias prioritárias", salienta-se no título da segunda notícia, datada de 19 de novembro de 2019, quando o novo Governo liderado pelo primeiro-ministro António Costa já está em funções.

Vários leitores do Polígrafo solicitaram uma verificação de factos relativamente a estas publicações.

De facto, no dia 22 de setembro de 2019, a Agência Lusa noticiou que "o secretário-geral do PS classificou este domingo o investimento na ferrovia como um dos 'grandes desafios', relembrando que até 2030 Portugal tem de ser capaz de reduzir em 40% as emissões de gases com efeito de estufa. 'A importância do investimento na ferrovia é um dos grandes desafios que nós temos, que toda a humanidade tem, e que está relacionada com o controlo das alterações climáticas. Portugal foi o primeiro país do mundo a fixar objetivos de neutralidade carbónica em 2050 a estabelecer um roteiro para essa, antecipando para 2030 metas mais exigentes', disse António Costa".

"O secretário-geral socialista, que fez em Espinho a primeira arruada da campanha às eleições legislativas de 6 de outubro, frisou que o setor dos transportes é 'fundamental' para o país alcançar os objetivos traçados em matéria de neutralidade carbónica. Falando em 'metas ambiciosas', o socialista recordou que o Programa Ferrovia 20-20, o plano nacional da indústria ferroviária, a modernização das grandes redes de Metro, a renovação do material circulante e o aumento da oferta de transporte fluvial são estratégias cruciais para alcançar os objetivos", lê-se na mesma notícia.

"Alinhado com o também chefe do Governo, o ministro das Infraestruturas [Pedro Nuno Santos] salientou que durante anos se considerou a ferrovia como sendo 'transporte do passado'. Pelo contrário, argumentou o ministro e dirigente socialista, o transporte ferroviário é o transporte do futuro e uma das apostas do Governo do PS", acrescenta-se.

Salto temporal até ao dia 19 de novembro de 2019, com a rádio Renascença a noticiar que "Governo confirma adiamento de obras ferroviárias prioritárias", tal como é sublinhado nas publicações em análise.

"A Infraestruturas de Portugal admite adiamentos nas obras ferroviárias, mas garante que não há cancelamentos. O esclarecimento surge após o 'Jornal de Notícias' avançar que 18 obras previstas no âmbito do Programa Ferrovia 20-20, no valor de dois milhões de euros, foram suspensas ou atrasadas. Por exemplo, na linha do norte, a renovação do troço entre Válega e Espinho, só deverá avançar em 2022 ou 2023", informou a rádio Renascença. "Já a eletrificação da linha do Douro entre Marco de Canaveses e a Régua, cuja conclusão estava prevista para o final do ano, está parada. À Renascença, a Infraestruturas de Portugal esclarece que essa obra apenas foi suspensa, devido a dificuldades do consórcio, que obrigam ao lançamento de novo concurso".

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