"Estamos a chegar ao fim... Esta pode ser a prova real de que a China lançou o Covid-19 para o ar com a intenção de reduzir a população mundial e dominar o mundo", denuncia-se na mensagem que acompanha a publicação.

"Que ninguém tenha dúvidas, o vírus foi planeado e veio para ficar até eles quererem, quando acharem que é altura de parar, eles param o vírus e começam a dominar a seu belo prazer aquilo a que se propuseram... Serem reis e senhores do planeta! A nossa liberdade e bem-estar pessoal e social acabou. Este vírus foi a arma criada pelos chineses para acabar com a nossa existência na Terra", acrescenta-se.

Ora, relativamente à suposta origem "lançada", "planeada" ou "criada" do novo coronavírus, tal como o Polígrafo já sinalizou recentemente, o facto é que no dia 17 de março foi publicado um estudo científico que demonstra a origem natural do SARS-CoV-2. Ou seja, não foi criado em laboratório, ao contrário do que alegam múltiplas teorias de conspiração que circulam nas redes sociais.

"As nossas análises demonstram claramente que o SARS-CoV-2 não é uma construção em laboratório nem um vírus propositadamente manipulado", sublinham os autores do estudo.

Quanto à citação atribuída a Xi Jinping, no contexto da pandemia que está neste momento a afetar sobretudo o mundo ocidental, também não se confirma.

Na verdade trata-se de um equívoco que teve origem num site brasileiro que entretanto já corrigiu a notícia original. Afinal a citação datava de meados de 2017 e estava descontextualizada.

"O Brasil 247 reproduziu nesta segunda-feira 23 uma notícia de 2017 sobre o discurso do presidente da China, Xi Jinping, na abertura do Congresso do Partido Comunista Chinês, em que ele diz que chegou a hora de o país assumir uma posição central no mundo. Na época, Xi afirmou também querer um país ainda mais forte no plano internacional neste próximo período. Segundo ele, este é o início de uma nova era de um socialismo com características chinesas. Em seu discurso, ele abordou ainda conquistas sobre seu primeiro mandato e deu previsões para o próximo período - a nova era Xi - dando continuidade, por exemplo, à abertura económica", descreve-se na correção.

Em suma, a publicação sob análise difunde várias falsidades.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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