De facto, tal como noticiou recentemente a agência Reuters e o jornal "Público", entre outros órgãos de comunicação social, um conjunto de cientistas na China a estudar a origem da epidemia viral do novo coronavírus dizem ter descoberto duas estirpes principais do vírus (designadas como L e S) que podem estar a causar infeções.

Os investigadores, da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Pequim e do Instituto Pasteur de Xangai, sob a alçada da Academia Chinesa de Ciências, advertem porém que o estudo examinou uma quantidade ainda limitada de dados e que é necessário analisar mais dados para compreender melhor a evolução do vírus.

O estudo preliminar descobriu que uma estirpe mais agressiva do novo coronavírus, associada ao surto na cidade de Wuhan (província de Hubei), corresponde a 70% das amostras analisadas, enquanto 30% estava ligada a uma estirpe menos agressiva. A prevalência do vírus mais agressivo decresceu em meados de janeiro.

"Estes resultados apoiam fortemente a necessidade urgente de estudos mais abrangentes, que combinem dados genómicos, dados epidemiológicos e registos clínicos dos sintomas de pacientes com a Covid-19", escreveu a equipa em artigo publicado a 3 de março na revista National Science Review, da Academia Chinesa de Ciências.

Concluindo, é verdade que existe um estudo que aponta no sentido de que coronavírus sofreu mutação em duas estirpes e "uma delas é mais forte e agressiva", mas os próprios autores do estudo ressalvam que os dados examinados ainda são preliminares e mediante a evolução da pandemia e correlativa investigação ainda poderá chegar-se a conclusões distintas.

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