"Para quem está em casa: o Estado está a oferecer 25 euros por dia para quem quiser ficar em casa em quarentena voluntária. Preencher o formulário, em baixo o link", indica-se na mensagem da publicação em causa, partilhada por milhares de pessoas nas redes sociais.

O texto vem acompanhado de uma hiperligação para um suposto formulário da Segurança Social de requerimento do apoio monetário.

Confirma-se?

Não. A alegação é falsa e a hiperligação não remete para um qualquer formulário da Segurança Social.

No entanto, o Estado garante alguns apoios caso tenha, por exemplo, de ficar com os filhos em casa devido ao encerramento das escolas e não possa entrar em regime de teletrabalho.

A Segurança Social, juntamente com a entidade empregadora, garante 2/3 do salário-base, num mínimo de 635 euros (valor do salário mínimo nacional) e num máximo de 1.905 euros. Este apoio só se aplica a um dos progenitores e não pode ser solicitado no período das férias escolares. Se for trabalhador independente e estiver na mesma situação, tem direito a 1/3 da sua remuneração média, num mínimo de 438,81 euros até um máximo de 1.097,03 euros.

Ainda no caso dos trabalhadores independentes, caso se depare com uma redução drástica na sua atividade, tem direito a um apoio mensal de 438,81 euros. Mas tem que cumprir os seguintes parâmetros: trabalhar exclusivamente a recibos verdes e não ser pensionista.

Hoje foram aprovadas mais medidas em reunião do Conselho de Ministros. Uma delas visa a criação de um "regime excecional e temporário de mora no pagamento de rendas - habitacionais e não habitacionais - e habilita o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) a conceder empréstimos para pagamento de renda aos arrendatários que tenham sofrido quebras de rendimentos". Pode consultar aqui o comunicado que enumera as medidas aprovadas.

Em suma, o Estado prevê alguns apoios em situações específicas. Porém, a informação veiculada na publicação sob análise é falsa.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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