"Segundo as estimativas da OCDE, os países onde [é maior] o número médio de horas trabalhadas per capita na Europa são a Grécia, Polónia, Estónia, Hungria, Irlanda, Itália e Portugal (Portugal apresenta neste aspecto um dos maiores corretivos em cerca de 170 horas anuais)", lê-se numa publicação de 25 de outubro no Facebook, sobre a imagem de um gráfico do Eurostat (serviço de estatística da União Europeia) referente ao ano de 2019.

Os números completos mais recentes sobre a produtividade dos trabalhadores foram divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e mostram que, para o ano de 2021, Portugal encontra-se (em lista incompleta de países com dados disponíveis) na sexta posição (isto olhando para o PIB real por hora trabalhada, em dólares norte-americanos). Atrás dos portugueses ficam apenas a Hungria, Roménia, Croácia, Grécia e Bulgária.

Segundo a OCDE, estes indicadores medem "a eficiência com que a mão-de-obra é combinada com outros fatores de produção e utilizada no processo de produção. A mão-de-obra é definida como o total de horas trabalhadas por todas as pessoas envolvidas na produção. A produtividade do trabalho reflete apenas parcialmente a produtividade ao nível das capacidades pessoais dos trabalhadores ou da intensidade do seu esforço".

Para o ano de 2020, Portugal foi o sétimo país menos produtivo da União Europeia (UE), no mesmo indicador, com um registo de 40,01 dólares norte-americanos por hora. Atrás de Portugal ficaram a Hungria, Letónia, Grécia, Croácia, Roménia e Bulgária.

Além disso, também uma publicação da Pordata - com o seguinte título: "Como trabalham os portugueses? Os números essenciais sobre o trabalho e a economia no país" -, divulgada no dia 1 de maio de 2021 mas com dados referentes a 2019, retrata um país com escassa produtividade, salários abaixo da média e habilitações que ficam aquém do que se esperava.

De acordo com este relatório da base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), o facto é que mesmo sendo em 2019 "um dos seis países com menor produtividade, ou seja, que geram menos riqueza por hora de trabalho (65% da média da UE27)", Portugal tem vindo a aumentar este indicador nos últimos anos, ao nível da produtividade por hora de trabalho. Bulgária, Grécia e Letónia são os menos produtivos e Irlanda, Luxemburgo e Dinamarca são aqueles que mais riqueza geram por hora de trabalho.

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