Foi o tema quente desta tarde na Assembleia da República, que recebeu a visita do presidente do Parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk, para um discurso que contou com a presença de quase todos os deputados…
Quase, porque os comunistas voltaram a ausentar-se da sessão, como tinham feito no passado durante o discurso de Volodymyr Zelensky (por videoconferência) ao Parlamento.
Ao Polígrafo, logo no início da sessão, o partido explicou a ausência: “O Presidente do Parlamento da Ucrânia representa um regime suportado por forças de extrema-direita, que ilegalizou 12 partidos políticos e que aprovou a cessação dos mandatos de deputados opositores, eleitos pelo povo ucraniano, o que é bem revelador da natureza antidemocrática do poder e do atual Parlamento da Ucrânia.”
Para os comunistas, a visita de Stefanchuk não se enquadra no objetivo de encontrar uma solução diplomática que ponha fim à guerra na Ucrânia. Por esse motivo, os deputados terão ficado do lado de fora da porta… onde acabaram por entrar assim que a intervenção do ucraniano terminou.
“O PCP, afirmando os valores da liberdade e da democracia, da paz e da solidariedade, não pode pactuar com toda esta situação, tendo expressado a sua oposição à realização da intervenção do Presidente do parlamento ucraniano no plenário. E por todas estas considerações não esteve presente”…. nem agora, nem em abril de 2022, quando garantiram que Zelensky personificava “um poder xenófobo e belicista”.
Além destas ausências, o PCP não aplaudiu em março 2025 uma delegação ucraniana que esteve de visita ao Parlamento e, em junho de 2024, quando todos os deputados saudaram a presença na AR de um grupo de 11 militares ucranianos, feridos da guerra, que estavam em Portugal para tratamento no Centro de Reabilitação Fénix em Ourém, os representantes do PCP permaneceram sentados e não aplaudiram, ignorando a homenagem.
___________________________
Avaliação do Polígrafo:

