"Salvar a Amazónia… Olha quem fala", comenta-se num dos posts com o mapa em causa. Representa a suposta distribuição de emissões anuais de CO₂ ao nível mundial. Destaque para a China que acumula 27% das emissões, seguindo-se os EUA com 12%, a Índia com 6,6%, a União Europeia com 6,5% e o Brasil com 2,8%.

Os dados são verdadeiros mas não se limitam às emissões de CO₂ (dióxido de carbon), englobando outros gases com efeito de estufa: metano e óxido nitroso.

Estão patentes no mais recente relatório do Rhodium Group sobre emissões de gases com efeito de estufa ao nível mundial, divulgado em maio de 2021, com dados referentes ao ano de 2019.

No relatório destaca-se que a China, pela primeira vez, ultrapassou o volume de emissões de gases com efeito de todos os países desenvolvidos em conjunto.

Ao emitir um total de cerca de 14 mil milhões de toneladas métricas de CO₂ (e outros gases com efeito de estufa) em 2019, a China mais do que triplicou o volume médio de emissões que registou na década de 1990. Corresponde também a um aumento de 25% em comparação com a última década.

"Mas a China é um país de grande dimensão, com mais de 1.400 milhões de habitantes [o país com maior população do mundo]. Até à data, o tamanho da China significa que as suas emissões per capita [em proporção da população] têm permanecido consideravalmente mais baixas do que as dos países desenvolvidos", ressalvam os investigadores do Rhodium Group.

Em 2019, de facto, a China ultrapassou o nível de emissões anuais de todos os países desenvolvidos em conjunto e ficou próxima de igualar o nível de emissões per capita, "mas a história da China como grande emissor é relativamente curta em comparação com os países desenvolvidos, muitos dos quais têm mais de um século de avanço", sublinha-se no relatório.

Na medida em que "uma grande parte do CO₂ emitido para a atmosfera a cada ano permanece por centenas de anos", o facto é que "o aquecimento global verificado atualmente é o resultado de emissões do passado recente e também mais distante. Desde 1750, os países-membros da OCDE emitiram quatro vezes mais CO₂ numa base cumulativa do que a China".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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