Em causa está uma entrevista do então líder da Juventude Popular, Franscico Rodrigues dos Santos, ao jornal "Observador", no dia 10 de março de 2018, à margem do 27.º Congresso do CDS-PP.

"O que deve importar ao Congresso do CDS-PP é saber que soluções é que devemos apresentar a Portugal para sermos a primeira escolha dos portugueses e romper com o bipartidarismo que está instalado na nossa democracia", afirmou Rodrigues do Santos, também conhecido pela alcunha de "Chicão" no meio político.

Sublinhando que o CDS-PP deve ser "o contraponto das esquerdas", virou-se então para o PSD que tinha eleito um novo líder, Rui Rio, há cerca de dois meses. "O que é que nós observamos do lado do PSD que é um parceiro tradicional… Você conhece uma música da Ruth Marlene que é: 'Eles olham para a direita e pisca pisca; eles olham para a esquerda e pisca pisca", descreveu.

"Sabe o que é que isso me parece a mim? Um diletantismo apolítico que quer manter uma equidistância e que se confunde com o poder pelo poder a todo o custo. É o vício normal dos partidos do centrão. Eu acho que o PSD está com falta de identidade", concluiu.

Outro detalhe que tem sido referido em várias publicações é o facto (comprovado pelo Polígrafo) de "Chicão" ter colocado o símbolo de "adoro" no vídeo da própria entrevista, publicado na página do "Observador" no Facebook.

Rodrigues dos Santos acabaria por suceder a Assunção Cristas na liderança do CDS-PP em janeiro de 2020. Nas eleições autárquicas de setembro de 2021, o CDS-PP estabeleceu uma série de coligações pré-eleitorais com o PSD de Rui Rio. A hipótese de concorrer em coligação pré-eleitoral com o PSD nas próximas eleições legislativas também permanece em aberto.

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