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Chega ficou à frente da AD em cinco concelhos com elevada concentração de pessoas de etnia cigana?

Política
O que está em causa?
Em 2021, nas eleições presidenciais, André Ventura conseguiu o segundo lugar em nove dos 10 concelhos portugueses com maior concentração de pessoas de etnia cigana. Nestas legislativas, os resultados oficiais da noite revelam que o segundo lugar foi conseguido nos três municípios onde esta tendência é maior: Monforte, Moura e Idanha-a-Nova. Em Elvas, que também faz parte do top 10, o Chega foi mesmo o grande vencedor.

Os resultados da noite eleitoral de ontem puseram fim ao “bipartidarismo em Portugal”, disse este domingo o líder do Chega, que conseguiu um total de 48 mandatos (tinha conseguido 12 em 2022). O crescimento é significativo, mas qual é a sua origem? E será que é possível estabelecer alguma ligação entre os concelhos com uma elevada concentração de pessoas de etnia cigana e um maior número de apoiantes do Chega?

De acordo com um estudo encomendado pelo Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e desenvolvido pelo Observatório das Comunidades Ciganas em 2015, os 10 concelhos com maior número relativo de ciganos, ou seja, com “maior proporção de ciganos face ao total da população residente”, eram os seguintes (entre parêntesis, os resultados oficiais): Monforte (PS, CH, AD), Moura (PS, CH, AD), Idanha-a-Nova (PS, CH, AD), Estremoz (PS, AD, CH), Miranda do Douro (AD, PS, CH), Alter do Chão (PS, AD, CH), Vidigueira (PS, CH, PCP), Elvas (CH, PS, AD), Serpa (PS, PCP, CH) e Sabugal (AD, PS, CH).

Ou seja, o Chega ocupou o segundo lugar, à frente da AD, em quatro concelhos. E em Elvas conseguiu mesmo ganhar, acumulando mais votos do que o PS e a AD.

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Avaliação do Polígrafo:

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