"Estamos em pleno Inverno e os dados são claros, cerca de dois milhões de portugueses dizem passar frio em casa. Segundo os números do Eurostat, 18,9% da população. Isto significa que Portugal é o quarto país da União Europeia cuja população admite não ter capacidade para manter a casa quente, apenas atrás da Bulgária, Lituânia e Chipre", lê-se na publicação original, datada de 12 de janeiro de 2022.

Confirma-se?

Sim. O Polígrafo consultou os dados mais recentes do Eurostat que indicam que 17,5% dos portugueses (cerca de dois milhões) dizem ter "incapacidade para manter a sua casa adequadamente aquecida".

O gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) informa que "uma pesquisa realizada em toda a UE concluiu que, em 2020, 8% da população da UE disse não conseguir manter as suas casas adequadamente aquecidas".

Os países com uma maior percentagem de população a passar frio dentro de casa foram a Bulgária (27%), seguida pela Lituânia (23%), Chipre (21%) e Portugal e Grécia (ambos com cerca de 17%).

Por outro lado, os dados do Eurostat mostram que as percentagens mais baixas (cerca de 2%) foram registadas na Áustria, Finlândia, República Checa e Países Baixos.

Em 2017, um inquérito lançado em colaboração com a Quercus, pelo Portal da Construção Sustentável, realizado entre fevereiro e agosto desse ano, concluiu que "cerca de 74% dos portugueses consideram as suas casas frias no Inverno, 25% consideram as suas casas quentes no Verão e apenas 1% dos portugueses considera a sua casa termicamente confortável".

No mesmo inquérito, dentro dos "74% que consideram a sua casa fria, são 21% os que também consideram haver um aumento significativo de energia - de quase o dobro - para manter o conforto".

_________________________________

Avaliação do Polígrafo:

Assine a Pinóquio

Fique a par dos nossos fact checks mais lidos com a newsletter semanal do Polígrafo.
Subscrever

Receba os nossos alertas

Subscreva as notificações do Polígrafo e receba os nossos fact checks no momento!

Em nome da verdade

Siga o Polígrafo nas redes sociais. Pesquise #jornalpoligrafo para encontrar as nossas publicações.
Verdadeiro
International Fact-Checking Network