"Um total de 2 milhões e 399 mil portugueses estavam em risco de pobreza ou exclusão social em 2017, menos 196 mil em relação a 2016, segundo dados estatísticos hoje divulgados. (...) Os 'senhores da situação' e os lacaios da comunicação social, enchem a boca com as suas supostas 'grandes conquistas' da liberdade, igualdade, progresso, riqueza, credibilidade e outras fantasias que tais. Só se isso se aplicar aos seus modos de vida, cheios de privilégios e mordomias", alega-se no texto da publicação em causa.

"Por detrás do país às cores que nos mostra a propaganda do regime, aparece, de forma cada vez mais evidente, a crua realidade de tanta miséria, moral e material, cuja camuflagem escapa ao controlo do poder total desta gente que nos domina", conclui-se.

É verdade que cerca de 2,4 milhões de portugueses estão em risco de pobreza?

Os números tiveram como base o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), que recorreram a entrevistas presenciais a 14.052 famílias no ano de 2017. Este relatório indica que 17,3% da população estava em risco de pobreza nesse ano, menos 1 ponto percentual que em 2016.

A taxa de risco de pobreza, de acordo com a composição do agregado familiar, é altamente influenciada pela existência de crianças. Famílias sem crianças dependentes tinham, em 2017, uma taxa de 16,5% enquanto que numa família com crianças a taxa já se fixava nos 18,1%.

De acordo com o grupo etário, são ainda os mais novos (0-17 anos) com a taxa de risco de pobreza mais elevada (18,9%). Contudo, a percentagem reduziu significativamente face ao ano anterior (20,7%). Em contrapartida, registou-se em 2017 um aumento do risco de pobreza para a população idosa: 17,7%, mais 0,7 pontos percentuais face ao ano de 2016.

Ainda que a informação não seja falsa, foi publicada como sendo atual. De acordo com o relatório mais atualizado do INE, que data de 2019 sobre os rendimentos de 2018, a percentagem da população que vivia em risco de pobreza ou exclusão social era de 17,1%. Ou seja, menos 0,1 pontos percentuais face aos dados de 2017.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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