"Posso afirmar que é propósito deste Governo não utilizar mais dinheiro público na solução da banca em Portugal", terá dito o ministro das Finanças, Mário Centeno, no dia 23 de dezembro de 2015. É essa a mensagem central de um novo meme com enfoque na figura de Centeno e que está a tornar-se viral nas redes sociais.

É verdade que Centeno proferiu tal afirmação e na data indicada?

De facto, no dia 23 de dezembro de 2015, o ministro das Finanças assegurou que o processo do Banif seria o último em que o atual Governo do PS utilizaria dinheiro público na resolução de um problema do setor da banca em Portugal. Centeno falava na Assembleia da República, durante o debate da proposta do Governo de Orçamento Retificativo para 2015, no período em que respondia a questões colocadas por deputados.

"Posso afirmar que é propósito deste Governo não utilizar mais dinheiro público na solução da banca em Portugal", declarou então Centeno. No mesmo contexto, o ministro das Finanças salientou que o Governo "faz uma leitura de inação do anterior Executivo [de coligação PSD/CDS-PP] no quadro do programa de ajustamento" da troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional), no que concerne à intervenção no setor financeiro.

"Este Governo já anunciou que irá avançar com uma proposta de alteração da arquitectura de supervisão e de resolução bancária, diploma que em breve será apresentado", acrescentou Centeno. No entanto, esse processo ainda hoje não está concluído.

"Este Governo já anunciou que irá avançar com uma proposta de alteração da arquitectura de supervisão e de resolução bancária, diploma que em breve será apresentado", acrescentou na altura Centeno.

Salto temporal para o dia 30 de março de 2017: "Conclui-se hoje a segunda fase do processo de recapitalização da CGD, com a subscrição e realização do aumento de capital em dinheiro pelo Estado Português, no montante de 2.500 milhões de euros", anunciou então o Ministério das Finanças, liderado por Centeno.

Nessa altura, a CGD estava em processo de recapitalização, num montante total de cerca de 5 mil milhões de euros, aprovado entre o Governo português e a Comissão Europeia, depois de ter apresentado um prejuízo histórico de 1.859 milhões de euros em 2016. A CGD já tinha recebido 1.445 milhões de euros da transferência de ações da ParCaixa e dos instrumentos de capital contingentes - CoCo's - subscritos pelo Estado, além de ter emitido 500 milhões em dívida perpétua.

Avaliação do Polígrafo:

Notificações

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.
Verdadeiro
International Fact-Checking Network