"Direta, frontal e sem pudores de índole moral, Catarina Martins, a ex-artista e atualmente putativa líder do Bloco de Esquerda, aponta o caminho segundo a visão do seu partido de esquerda-radical para a resolução dos problemas sociais de crise habitacional que se avizinham com o fim das moratórias bancárias! O Bloco de Esquerda em todo o seu esplendor", comenta-se no post de 17 de abril com a suposta citação da líder bloquista.

Não encontramos qualquer registo de tal citação, nas mais recentes entrevistas ou intervenções públicas de Catarina Martins. O mesmo se aplica aos demais dirigentes e deputados do Bloco de Esquerda.

Consultando as mais recentes iniciativas legislativas do grupo parlamentar bloquista na Assembleia da República também não há qualquer registo de proposta que se aproxime sequer da ideia de "taxar segundas habitações de privados que não pratiquem rendas sociais".

A última iniciativa apresentada pelo Bloco de Esquerda envolvendo o setor da habitação consistiu no Projeto de Lei 724/XIV/2, visando garantir que "os contratos de arrendamento habitacionais não cessam durante e na recuperação da pandemia da Covid-19".

"O problema duplo que sobrecarrega milhares de famílias e micro e pequenas empresas, que se vêem sem esperança, também coloca a recuperação do país no limbo, é essencial que se comece a trazer uma luz no fundo do túnel e que se responda de forma mais decidida à crise que se adensa por trás da cortina do confinamento. A insegurança na pandemia tem de ser contrariada com a segurança de se manter uma habitação para o confinamento e da manutenção do espaço de negócio que possa garantir a retoma após o encerramento", defende-se na exposição de motivos do diploma, propondo uma série de alterações ao "regime extraordinário de apoio à manutenção de habitação e espaços comerciais no período de mitigação e recuperação do SARS-CoV-2".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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