Publicações em várias redes sociais alertam para o surgimento de um novo partido em Portugal, o Partido Islâmico Português (PIP), que consideram representar “o avanço de um projeto de islamização gradual do país”.
Exibem a imagem de um folheto afixado na praça do Martim Moniz, em Lisboa, no qual se apela ao voto no PIP contra o “imperialismo ocidental”.
Tem fundamento?
Como o Polígrafo já tinha verificado anteriormente, não existe nenhum partido registado no Tribunal Constitucional, ou junto da Comissão Nacional de Eleições, cuja denominação tenha qualquer referência à fé islâmica. A alegação falsa foi até partilhada por membros do Chega, incluindo o próprio André Ventura.
Na página de Facebook do suposto partido, criada em novembro de 2018, as publicações apresentam linguagem com um tom humorístico e irónico que indicia não ser um projeto político sério. Mais, a conta está inativa desde 2024, ano em que a sua existência viralizou pela primeira vez.
Quanto à imagem, é verdadeira. Foi publicada na conta do PIP, mas em 2018. Apesar de ter sido amplamente divulgada nos últimos dias, tem cerca de oito anos e, tendo em conta a natureza do conteúdo da página, não pode ser legitimada como uma ação de campanha genuína, ao contrário do que é apontado nas redes sociais.
Não só este partido não existe formalmente, como a imagem do folheto é antiga.
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Avaliação do Polígrafo:
