Chegou à redação do Polígrafo a imagem de um alegado orçamento para a substituição da bateria de um Nissan Leaf de 2018, automóvel elétrico da referida marca japonesa. Em causa um documento que estimava que todo o arranjo, já com mão-de-obra incluída, ficaria por 15.459 euros – com o preço da peça a ser de 14.713 euros.

Acrescentando o IVA, a conta final ascenderia aos 19.014 euros.

Conforme a informação disponibilizada, o orçamento teria sido emitido a 3 de janeiro deste ano e seria válido até ao dia 2 de fevereiro. Mas será que se confirmam os valores indicados na imagem?

Ao Polígrafo, fonte oficial da marca explicou que, “à data deste orçamento o valor da bateria é o correto”, assegurando que “uma bateria de tração de uma viatura elétrica pode apresentar este valor ou ser até superior”.

Isto porque se trata de um “elemento que apresenta um custo de produção elevado, não apenas pela bateria, mas pelos custos dos minerais associados às mesmas”.

Porém, no caso em concreto desta bateria, a mesma fonte explicou que “na tarifa de janeiro 2024, posterior à emissão da fatura em questão”, já houve “uma redução no seu preço (PVP), sendo agora de 8.916 euros, um valor que é quase metade da média do valor atualmente praticado por outras marcas que comercializam veículos elétricos”.

Confrontada com esta denúncia, referente a um automóvel com pouco mais de cinco anos de idade, a Nissan assegurou que uma bateria desta natureza, “desde que bem gerida pelo proprietário, efetuando as devidas manutenções periódicas nos prazos e locais indicadas pelo construtor”, apresenta uma “durabilidade muito elevada”.

Mais, garante que conta com "dezenas de viaturas em circulação em Portugal com mais de 10 anos, sem qualquer problema que indicie a necessidade de troca da bateria elétrica de tração".

Ainda assim, a marca “oferece uma garantia de oito anos ou 160 mil quilómetros”, mediante “o que ocorrer primeiro”, nestes casos de “degradação da bateria”. Porém, caso a viatura apresente “um código de avaria, aplica-se a garantia dos cinco anos ou 100 mil quilómetros (o que ocorrer primeiro)”.

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Avaliação do Polígrafo:

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