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Carris recomendou reduzir a velocidade dos elétricos para 5 km/h devido a falta de manutenção?

Sociedade
O que está em causa?
Num vídeo publicado nas redes sociais, Bruno Mascarenhas acusa a Carris de falta manutenção da linha de ferrovia urbana, que terá motivado a empresa de mobilidade pública a reduzir a velocidade de circulação dos elétricos em cerca de cinco quilómetros por hora. Confirma-se?

“A Carris sabe que os carris já não servem mas não os substitui.” Em publicação no Facebook, Bruno Mascarenhas, vereador na Câmara Municipal de Lisboa (CML), lamenta a “falta de manutenção” da infraestrutura dos elétricos na cidade. Alega que foi dada a indicação aos guarda-freios para que reduzissem, por cinco quilómetros por hora, a velocidade praticada. Será verdade?

Sim. Ao Polígrafo, fonte oficial da Carris explicou que “sempre que as condições da via ou fatores externos, nomeadamente de natureza atmosférica, o justifiquem, são adotadas medidas operacionais, como a redução de velocidade”.

A mesma fonte assegurou ainda que a empresa “tem vindo a desenvolver trabalhos de conservação e reabilitação da via férrea histórica em diversos pontos da cidade, com vista ao reforço das condições de segurança e à melhoria da fiabilidade da operação” e que, quanto à ferrovia especificamente indicada no vídeo de Bruno Mascarenhas, situada na Praça 25 de Abril de 1974 em Algés e utilizada pela carreira 15E, está prevista “a intervenção de manutenção no troço em causa, no âmbito do planeamento regular destas ações”.

A operadora de transportes públicos explicou que “têm sido efetuados trabalhos pontuais de manutenção neste local” e que por essa razão “foi reduzida a velocidade de circulação de 10km para 5km/h, para mitigar qualquer impacto decorrente desses trabalhos”.

Relembrou ainda que “a velocidade neste segmento do trajeto é já bastante reduzida, dada a geometria da via e aproximação à paragem terminal”.

Durante a sua intervenção, o vereador do Chega alertou para como os elétricos da nova frota pesam 30 toneladas, o triplo dos modelos anteriores. São, na verdade, 37 toneladas, de acordo com os dados da própria Carris. Os quinze veículos representam um investimento de 40,4 milhões de euros na rede de transportes públicos de Lisboa e estão em circulação desde 2023.

Em suma, o desgaste da via férrea foi confirmado pela Carris, que comprometeu-se também a garantir condições de segurança para os passageiros. A prática de redução de velocidade é comum sempre que houver razões para tal.

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Avaliação do Polígrafo:

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