Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, em 2010 havia em Lisboa “500 unidades de alojamento local”, mas em 2020 “eram quase 20 mil unidades”. O autarca acusa o PS de má gestão durante os mandatos de Fernando Medina e de António Costa, mas será que os números se confirmam?
Sim. Segundo os dados disponibilizados pelo Turismo de Portugal neste relatório-síntese, havia em 2011 (e não 2010) menos de 500 unidades de AL em Lisboa. Em 2o18 (e não em 2020), eram já 18 mil, um aumento de cerca de 3500%. Neste “Estudo de Impacte Ambiental da Alteração do Loteamento da Av. Das Forças Armadas de agosto de 2019, realizado pela consultora Nemus, é ainda possível ler que os mais de 16 mil alojamentos do tipo familiar colocados no mercado de arrendamento de curto prazo entre 2011 e 2018 correspondiam, já em 2018, “a cerca de 5% do stock de alojamentos familiares clássicos do concelho de Lisboa”.
“Grande parte dos estabelecimentos de alojamento local registados são apartamentos (cerca de 90% em 2o18). Os estabelecimentos de hospedagem os os hostels correspondiam a apenas cerca de 9% da oferta local de alojamento local”, lê-se ainda no documento.
É, portanto, verdade que as unidades de Alojamento Local em Lisboa passaram de menos de 500 até quase 18 mil durante sete anos de governação socialista (2011-2018).
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Avaliação do Polígrafo:

