Esta noite, durante o primeiro debate relativo a Lisboa, Carlos Moedas voltou a destacar que o orçamento da Carris foi reforçado durante o seu mandato.
“A responsabilidade política do presidente da Câmara naquilo que é uma empresa em que o acionista único é a autarquia é a de aprovar uma estratégia e de dar recursos. E eu, como presidente da Câmara, e os vereadores ao meu lado demos todos os recursos à Carris. Aumentámos o orçamento da empresa em 30% [durante] estes anos”, destacou. Mas será verdade?
Sim. A percentagem indicada pelo autarca vai ao encontro dos dados oficiais.
De acordo com os relatórios dos Planos de Atividades e Orçamento da Carris, os gastos na empresa passaram de 145.526.229 euros em 2021, para o valor previsto de 188.241-520 euros em 2025. Contas feitas, representa um aumento de 29,3%, percentagem muito próxima da indicada por Moedas.
Neste debate, o autarca voltou a referir que os custos de manutenção também aumentaram 30% nestes últimos anos, um indicador que o Polígrafo já tinha verificado que não era verdadeiro, no que respeita aos anos de 2021 a 2024.
A verdade é que mesmo tendo em conta os custos de manutenção totais (com autocarros e elétricos), segundo o “Relatório e Contas” de 2021 e 2024 da Carris, estes aumentaram de 20,73 milhões de euros para os 24,6 mihões de euros, um crescimento de 18,8%, longe dos 30% mencionados.
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Avaliação do Polígrafo
